Barreiro está disponível para uma nova fase de industrializaçãoafirmou Carlos Humberto, na Assembleia Municipal
. Não embarco em aventureirismos, em golpes fáceis, em politiquices, a estratégia está bem definida.
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, ontem no decorrer da reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, a propósito do projecto Arco Ribeirinho Sul defendeu que o território da Baía do Tejo " "tem uma importância nodal para o concelho, tal como teve no passado".
"Não o podemos abandonar, apenas porque alguém, mesmo com poder, o esteja a por em causa" - afirmou o autarca.

Por Jornal Rostos
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou que o território a propósito dos projectos que têm sido desenvolvidos para o território da Quimiparque estes tem importância para o Barreiro e para a península de Setúbal, para a Área Metropolitana e para o país.
"O futuro do concelho nas próximas décadas, pode, e nosso entender deve, passar por estes projectos"- sublinhou.
Recordou que esta foi a sua convicção quando se candidatou a presidente da Câmara" e que a mesma - "ganhou ainda mais força com o exercício das minhas funções".
Temos uma proposta de urbanização construída
O autarca referiu que foi essa convicção que conduziu à assinar em Março de 2006, o protocolo de cooperação estratégica e desenvolvimento com o Conselho de Administração da Quimiparque, que proporcionou uma união de esforços e de recursos que permitiu uma dinâmica concertada de planeamento e desenvolvimento para este território.
Hoje, temos uma proposta de urbanização construída, com todos os parceiros e com a conferência de serviços realizada - sublinhou.
. Não embarco em aventureirismos, em golpes fáceis
"Por isso, afirmei e afirmo, que as nossas divergências políticas e ideológicas, que em vários aspectos são distintas, não podem por em causa, nem a importância, nem a estratégia para o território da Quimiparque, amplamente discutida" - sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Referiu que -"no processo houve coisas que não foram bem tratadas","há coisas com que discordo" , disse.
Salientou que -"sente desconfianças", porque olham para a Câmara e para o presidente da Câmara como" "alguém que tem dogmas ideológicos", ou "como alguém que está de pé atrás.
"É verdade que foi pressionado para ir para a guerra, por gente próxima, por adversários, por partidos políticos, que não é o meu"- salientou, acrescentando que - "a minha resposta está à vista é construir uma estratégia com quem queira trabalhar em beneficio desta estratégia do Barreiro e do país".
"Não olhei para cores partidárias, quis e quero desenvolver o concelho. Não embarco em aventureirismos, em golpes fáceis, em politiquices, a estratégia está bem definida." - afirmou.
Que jamais volte a estar fechada sobre si próprio
"Evitarei ser empurrado para o que não quero. Evitarei ser empurrado para o secundário em prejuízo do essencial. Para nós, o essencial é que aquele território volte a ter um papel muito importante, fundamental no plano económico, na criação de riqueza, que volte a ser um pólo de tecnologia, que atraia actividades de áreas logísticas e de serviços, que se abra à cidade e com ela se articule" - referiu.
"Que jamais volte a estar fechada sobre si próprio, murado" - acrescentou.
"Que se prepare para no futuro receber novas acessibilidades, particularmente a Terceira Travessia do Tejo" - referiu.
Barreiro está disponível para uma nova fase de industrialização
"Hoje fala-se na reindustrialização e voltarmos-nos para o Mar, aqui está um território que pode, como no passado, dar um novo contributo para isso mesmo" - sublinhou Carlos Humberto.
"O Barreiro está disponível, continua disponível para servir o país, para uma nova fase de industrialização, industrialização essa que não devia ter sido abandonada" - referiu.
"O presidente da Câmara está disponível para trabalhar, a população do Barreiro também está disponível", disse, acrescentando estar convencido que outras entidades "também para isso estão disponíveis".













