Fernanda Madeira e sua mãe Ivone do BarreiroSer fãs de Herman José é mesmo um vício
“O Herman não faz só humor. O Herman não é brejeirice. O Herman é inteligência.
O Herman é uma pessoa que dá gosto conhecer, é uma pessoa por quem a gente se apaixona no sentido de gostar, não é no sentido físico, ou sexual, é uma pessoa muito querida” – sublinhou ao Rostos, Fernanda Madeira, uma barreirense, fã de Herman José, que transporta o artista no seu coração.

Por Jornal Rostos
Fernanda Madeira e sua mãe Ivone, naturais do Barreiro, são duas fãs de Herman José, acompanham o artista por todos os espectaculos, assistem semanalmente, todas as quintas-feiras, à gravação do seu programa.
Numa relação com várias décadas construíram mais que um encontro entre o espectador e o artista, forjaram uma profunda amizade.
Uma paixão nascida nos anos 70
Fernanda Madeira, natural do Barreiro, uma jovem de 56 anos, como ela nos diz, com orgulho – “sou filha de pai barreirense, mãe barreirense, avó e avô barrreirenses, tudo Barreiro»
“O Alberto da Silva, meu avô, era Tio de Américo Marinho. O pai dele fez aquele comboio, aquela máquina que andava por aí, ele era o meu bisavô” – salienta.
Fernanda Madeira recorda que no ano de 1978 foi ver um espectáculo de Hermam José ao teatro – “ele chamou-me à atenção, porque andava por lá a dançar e a fazer palermices”.
Depois, refere, ele começou a aparecer naquele anúncio da «Água de Castelo» também em programas de televisão.
“Desde sempre simpatizei com o trabalho dele e o achei muito engraçado. Fui sempre acompanhando a carreira dele, comprava todas as revistas, todos os discos, todos os livros. Nunca perdia os programas dele que gravava sempre em cassetes, como ainda hoje continuo a fazer.” – refere Fernanda Madeira.
Vício vivido ao longo de mais de 20 anos
“O Herman José foi um vício que vivi sempre ao longo de mais de 20 anos. Sempre a acompanhar o seu trabalho” – recorda Fernanda Madeira.
Estamos a conversar sala de estar da casa de Fernanda Madeira, ali, no coração da freguesia da Verderena.
Ela levanta-se, trás discos, livros, fotografias. Mostra-nos todas as recordações, bilhetes de espectaculos. Guarda tudo com um enorme carinho.
São verdadeiras relíquias que trazem à memória o passado de Herman José, e, naturalmente, momentos inesquecíveis da sua riquíssima vida artística que se confunde, de facto, com as memórias daquilo que de melhor tem sido feito na televisão em Portugal.
É importante referir que na sua casa, Fernanda Madeira, tem um espólio enorme dos trabalhos editados por Herman José de singles a LP’s, de livros a recortes de jornais, revistas e fotografias.
Um encontro no Barreiro abriu as portas à amizade
Recorda que um dia, há cerca de quatro anos, foi ver um espectáculo no Restaurante Manuela Borges, no Barreiro.
“Nunca antes tinha falado com ele, só o via nos espectaculos e na televisão.” – recorda.
“No final do espectáculo o Herman chamou as pessoas. Esse foi o meu primeiro encontro com ele, eu nem levei nada para autografar, porque estava convencida que não seria possível falar com ele” – refere Fernanda, com emoção.
“O Herman quando conversou comigo e com a minha mãe, disse que já nos conhecia, não sabia de onde. Eu pedi-lhe um autógrafo na agenda minha mãe. Tudo ficou por aí”- refere Fernanda Madeira, sentindo-se paixão nas suas palavras.
Nenhum espectáculo dele é igual a outro
Recorda que, alguns dias depois, o Hermam realizou um espectáculo em Azeitão – “lá fomos nós”.
“Levei coisas para ele autografar no final do espectáculo” – refere.
Saliente-se que os discos, LP’s, livros, CD’s, fotografias, que estão no verdadeiro «Museu Hermam» de Fernanda Madeira, estão todos autografados pelo artista, com dedicatórias muito carinhosas, muito especiais, com desenhos, caricaturas, que demonstram bem o sentido fraternal e de amizade do artista mantém com esta sua fã barreirense.
Recorda Fernanda Madeira que, em Azeitão, Herman José, perguntou-lhes – “Vocês não se enjoam de ver tantos espectáculos?»
“Eu respondi que não, porque nenhum espectáculo de Herman José é igual, nenhum espectáculo dele é igual a outro” – sublinha Fernanda Madeira.
É mesmo um vício
E, tem sido assim, ano após ano, do Seixal ao Porto, do Cartaxo ao Montijo, do Barreiro a Lisboa, onde há um espectáculo com Hermam José, lá estão sempre, na 1ª fila, Fernanda Madeira e sua mãe Ivone.
Recorda que, um dia, no Montijo, uma equipa da RTP, do Programa «Entre Linhas», que estava a fazer uma reportagem sobre o humor em Portugal, resolveu entrevistar-nos, foi o Herman que sugeriu, refere, sentindo-se que Fernanda Madeira, vive com grande ternura e emoção, esta proximidade e cumplicidade que foi cultivando com Herman José, pela sua paixão pelo artista e pelo prazer que sente em ver os seus espectaculos – “é mesmo um vicio” – sublinha.
Nasceu o Grupo de Fãs
“Em 2010 começámos a ir ver as gravações do Herman. Nunca mais faltámos a gravação de nenhum programa, estamos lá sempre.
Os espectaculos, igualmente, estamos em todos.” – refere com uma alegria nos olhos.
“O Grupo de fãs surgiu, por causa de uma fotografa nossa que foi colocada no facebook, na qual o Herman escreveu um comentário – “Olha a minha Presidente, e a herdeira do meu Grupo de Fãs”.
Foi assim que nasceu o Grupo de Fãs, que nada tem a ver com a própria página do facebook do Herman.
As pessoas começaram a aderir, do Montijo, do Porto, a página tem vindo a crescer já estamos com mais de 1800 fãs.
Herman o filho que todas as mães gostavam de ter
“Hoje, já nos organizamos entre nós para ir a espectáculos. Juntamo-nos uns quantos e vamos conhecendo outros, vamos convivendo e criando amizades por todo o país. Isto é engraçado e giro” – refere Fernanda Madeira.
“Olha, isto à minha mãe tem feito muito bem, ela, então que adora o seu Herman” – sublinha Fernanda Madeira.
“A minha mãe diz que o Hermam é o filho que todas as mães gostavam de ter” – salienta.
Fernanda Madeira, com uma lágrima a romper nos seus olhos, recorda momentos de afecto, de cumplicidade e proximidade que ao longo destes anos tem partilhado com Herman José, um homem que sente com parte da sua familia.
Hermam é uma pessoa muito culta
“Vamos a todos os especáculos de Norte ao Sul do país. Quando nós não vamos já ele estranha.
Nós iremos continuar, enquanto houver vida, saúde e dinheiro para gastos” – salienta Fernanda Madeira.
“Sabes, o Herman é uma pessoa muito culta, não há muita gente neste país com a cultura do Herman.
É uma pessoa que sabe explicar tudo, sabe falar de tudo, mas, digo-te, ele não fala por falar, fala com bases. Ele é uma pessoa extremamente educada, extremamente carinhosa.
O Herman não é um ídolo de pés de barro, terá os seus defeitos, como toda a gente tem, mas, sei, que ele não é aquela pessoa, que não é acessível, é um amigo” – sublinha Fernanda Madeira.
Uma pessoa por quem a gente se apaixona
“Ele é um homem que cativa, com ele aprende-se. Fale-se do que se falar, ele explica, ele sabe tudo, aquela cabeça é uma enciclopédia. Ele sabe uma série de línguas. É um entrevistador com muita categoria.
O Herman não faz só humor. O Herman não é brejeirice. O Hermam é inteligência.
O Herman é uma pessoa que dá gosto conhecer, é uma pessoa por quem a gente se apaixona no sentido de gostar, não é no sentido físico, ou sexual, é uma pessoa muito querida.
Sabes para mim o Herman faz parte da minha família.” – refere colocando um grande calor e entusiasmo nas suas palavras.
“Cá em casa tirando as fotografias do meu pai e da minha mãe, e família, só há fotografias dele, de mais ninguém” - salienta.
Levanta-se mostra fotografias. Chama a atenção para um autógrafo. Mostra um single onde sentimos a marca do tempo.
Ali respira-se Herman José, por paixão, por sentimento intelectual, por, afinal, quem aprendeu a descobrir o artista e o homem.
“Há um encantamento que transcende a parte artística
Acompanhámos Fernanda Madeira e sua mãe aos Estúdios da Valetim de Carvalho onde assistismos à gravação do Programa «Herman 2013».
Foi um momento único, onde, também partilhamos, a forma simples e o relacionamento amigável e fraterno de Herman José com Fernanda Madeira e sua mãe Ivone.
“Há um encantamento que transcende a parte artística, é uma experiência humana muito intensa que se estende para o lado pessoal. É muito giro” – sublinhou Herman José ao «Rostos», a propósito da relação que mantém com estas suas fãs do Barreiro.
“Começou com um simples conhecimento, transformou-se numa grande amizade” – sublinha Herman José.
António Sousa Pereira
Nota - Este trabalho é parte da reportagem que vamos editar na nossa revista «Rostos on line» de Fevereiro.
Uma experiência que vivemos e que queremos partilhar com os nossos leitores.













