Sofia Martins, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro«Os serviços públicos estão ameaçados. É preciso estar de olhos bem abertos»
“É preciso acabar com esta política e com este Governo, antes que ele acabe com o país” – salientou Luis Leitão, dirigente da União dos Sindicatos de Setúbal.

Por Jornal Rostos
A concentração realizou-se junto à Igreja do Lavradio prosseguindo a manifestação pela Avenida J.J. Fernandes até ao Largo da Piscina Municipal.
Diminuição da participação dos cidadãos na vida pública
Adolfo Lopo, presidente da Junta de Freguesia do Lavradio alertou que a freguesia do Lavradio será extinta se o Governo levar por diante a sua proposta, salientando que a luta contra a proposta do Governo de extinção de freguesias – “não é só do Lavradio é de todos nós, nada tem a ver com bairrismos”.
“O único objectivo desta reforma é a diminuição da participação dos cidadãos na vida pública” – sublinhou o autarca.
Melhoria da qualidade de vida da população
Adolfo Lopo recordou que o concelho do Barreiro teve três freguesias até ao ano de 1973, quando foi criada a freguesia de Santo André, passando então a contar com quatro freguesias.
Referiu que posteriormente foram criadas mais quatro freguesias, passando a oito, as que conta actualmente, com o objectivo de aproximar o Poder Local dos cidadãos.
O Presidente da Junta de Freguesia do Lavradio referiu que, nestes anos, a Câmara Municipal do Barreiro tem mantido uma permanente descentralização de actividades para as Juntas de Freguesia, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população.
“Hoje a proposta é para pior”- salientou, alertando para o facto da redução de freguesias contribuir para diminuir a “qualidade de servir as populações”.
Não nos resignarmos
Sofia Martins, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, alertou para a necessidade de – “não nos resignarmos com as politicas que estão a ser apresentadas” pelo Governo.
“Temos que continuar a passar a palavra e a dizer que estamos contra o que nos querem impor” – sublinhou a autarca.
Sofia Martins referiu que o Governo – “quer acabar com as freguesias”, “quer acabar com os direitos do trabalhadores”, quer ”acabar com os serviços públicos”.
“Os serviços públicos estão ameaçados. É preciso estar de olhos bem abertos.” – sublinhou Sofia Martins.
Construir uma democracia mais participativa
Sofia Martins, sublinhou que é necessário construir uma democracia mais participativa, que é preciso – “construir um país diferente e não um país com politicas de poupança”.
A Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que as politicas do Governo – “está a afastar as pessoas de tomar decisões”.
“É preciso derrotar a democracia pseudo-económica que nos querem impor” – sublinhou Sofia Martins.
Não queremos subsídios, queremos trabalho
Uma representante do Movimento dos Trabalhadores Desempregados, referiu que esta luta é contra a extinção de freguesias porque – “a extinção de freguesias extingue postos de trabalho”.
“Nós queremos que o Governo nos dê trabalho, não queremos subsídios, queremos trabalho” – sublinhou.
“Nós não queremos que as empresas fechem. Nós precisamos de emprego. Nós queremos comer” – afirmou,
São muitos os que participam nas lutas
Luis Leitão, da União dos Sindicatos de Setúbal, recordou muitas lutas desenvolvidas em empresas, na Sovena, na Fisipe, na Tanquipor, na Soflusa, na EMEF, nos TCB’s, na Administração Pública, nos ferroviários – “lutas que se travam todos os dias nos locais de trabalho”.
“São muitos os que participam nas lutas, temos sido muitos a exigir a mudança de politicas” – referiu o dirigente da União dos Sindicatos de Setúbal, lançando o apelo à participação na jornada de luta que está marcada para Setúbal, no próximo dia 14 de Fevereiro.
“Basta desta politica de saque” – sublinhou Luis Leitão.
“É preciso acabar com esta politica e com este Governo, antes que ele acabe com o país” – salientou o dirigente da União dos Sindicatos de Setúbal.













