Enterro do Bacalhau no BarreiroAnimou a noite do centro da cidade e a zona velha
. Foi o ano com maior participação
Ontem à noite, foram cerca de 50 figurantes, todos de forma voluntária e por iniciativa própria, fazendo ou alugando os fatos para o cortejo, numa acção promovida pelo Grupo de Amigos do Barreiro Velho, deram vida ao centro da cidade e ruas do Barreiro Velho.
Os foliões foram acompanhados por mais de uma centena de pessoas, algumas vindas de fora do concelho, para se associarem a este evento, que se realiza há três anos e começa a fazer parte de um calendário de actividades com o objectivo de animar o Barreiro Velho.

Por Jornal Rostos
Cerca das 20,30 horas começou a juntar-se pessoal junto ao Monumento de Malangatana, na rotunda do Forum Barreiro, eram freiras, viúvas, com lágrimas e pranto, que discutiam-se entre si o direito de chorar o defunto.
Com toques musicais animados, um ambiente de grande «comoção» chegou o defunto e o «clero», mais viúvas, dizem-nos que entre eles vinha a «legitima» para dar inicio à folia, revivendo uma velha tradição barreirense.
Foi o ano com maior participação
Recorda-se que há uns anos, era um grupo de jovens do Barreiro Velho que teimava em manter esta tradição na zona da Igreja de Santa Cruz.
O Grupo de Amigos do Barreiro Velho, juntando vontades, pessoas de diferentes opções, profesosres, funcionários da Finanças, estudantes, começaram este convivio há três anos, tendo como ponto de encontro o Restaurante Cova Funda, onde se ensaiavam ao jantar os primeiros rituais e depois era sair para a a rua. A experiência foi vivida com entusiasmo e tem vindo a crescer de ano para ano.
Este ano dizem-nos alguns dos «veteranos» - "Foi o ano com maior participação".
"Nós juntamo-nos e organizamos isto com muito gozo. São alguns dias a preprar"- comentava um dos Bispos para um amigo.
o pranto percooreu o centro da cidade
O cortejo arrancou do Forum Barreiro, subiu a Avenida Alfredo da Silva, escutavam-se os gritos de pranto, as discussões entre as viúvas e num ritual permanente, em sucessivas paragens encomendava-se o corpo do defunto com sermão especial dirigido à troika.
Paragens obrigatórias junto à sede do Futeboil Clube Barreirense. do Luso Futebol Clube, da SIRB «Os Penicheiro» e Cine Clube do Bareiro, no Clube Praiense e na SDUB «Os Franceses».
A finalizar,no Largo Rompana, o defundo foi cremado, com muito pranto, gritos de dor das viúvas, das freiras e a «oração» final do Bispo, sempre solene no seu acto litúrgico.
Centenas de pessoas nas janelas dos prédios
De registar que, ao longo do percurso, muitas centenas de pessoas abriam as suas janelas, fotografavam, riam-se, aplaudiam, familias inteiras às janelas, partilhavam este «enterro do Carnaval» que deu vida ao centro da cidade e às ruas do Barreiro Velho.
Rosário Vaz, do Grupo de Amigos do Barreiro Velho, referiu ao «Rostos» que para o ano de novo esta iniciativa vai sair à rua e desvendou-nos um «segredo», que, com o objectivo de dar mais sofrimento às viúvas, disse-nos - "Já foi feita uma encomenda às Caldas da Rainha para que o defundo posssa ser mais real».
Gosto de estar aqui no Barreiro
Um nota final, entre os participantes no cortejo, registámos a presença de de Filipe Mendes - Phil Mendrix, um nome que marca a história do rock´n´roll português que nos disse: "Gosto de estar aqui no Barreiro, esta é uma terra de esquerda e a gente sente-se bem nesta terra de esquerda. Isto é muito bonito"
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BREVES REGISTOS













