«Ginásio do Bóia» no BarreiroCom 25 anos de actividade é o Ginásio pioneiro e mais antigo do concelho
“Eu, hoje, mantenho o Ginásio pelo meu amor ao desporto, por desejar continuar a concretizar um sonho e uma ambição que alimentei, durante anos, mesmo quando estava na CUF a trabalhar” - sublinha.
No Ginásio do Boia há mesmo um encontro de gerações. São cerca de 100 pessoas que frequentam as mais diversas actividades, desde o Ballet para os mais jovens, a aeróbica, o boxing, yoga, musculação, cardio, hidromassagem, e as danças orientais.

Por Jornal Rostos
Carlos Almeida de Oliveira, nasceu a 12 de Setembro de 1943, como ele salienta “nasci no posto médico da CUF”.
Por todos é conhecido por “Bóia” – nome que herdou do pai, vindo do avô,
Um nome do desporto, Uma referência na comunidade barreirense, na região e a nível nacional.
Carlos Oliveira «Bóia», atleta olimpico de remo, praticou as mias diversas modalidades o atletismo, hóquei em patins, judo, luta greco-romana, remo, ténis de mesa e vela, tendo no seu currículo dezenas de títulos Nacionais e internacionais no remo, luta greco-romana, judo e atletismo.
Criar um Ginásio por amor ao Desporto
O seu amor ao desporto foi a motivação para criar, há 25 anos, o primeiro Ginásio no centro da cidade.
“Há pessoas que dizem que este é um Ginásio que marca uma carreira. Ter percorrido estes 25 anos, como a vida está, e manter-se aqui activo e vivo, é o símbolo de uma carreira”- sublinha Carlos Oliveira, ao jornal Rostos.
“Estamos aqui e o nosso objectivo é continuar. Os dias de hoje, como todos sabemos, estão complicados, mas, não baixo os braços, como é natural, é preciso fazer alguns cortes, mas cá estamos para continuar. Nós resistimos no tempo e conseguimos estar vivos nos dias de hoje como a vida está, é mesmo, como disse, uma carreira. – sublinha o veterano do desporto.
Crise afecta a vida das pessoas
Carlos Oliveira, refere que a crise actual tem vindo a obrigar algumas pessoas a colocar de lado essa prática, para alguns com muitos anos, de praticar desporto e actividade física no ginásio.
“Ainda hoje, um habitual utilizador, um homem reformado, com 65 anos, pediu-me para reduzir os dias de utilização, com o obejctivo de baixar a despesa. Este é um exemplo, mas quantos há que desistem e preferem nada dizer, porque a vida está complicada” – sublinha Carlos Oliveira.
Um encontro de gerações
“Há momentos mais complicados. Há momentos melhores. Sinto que as pessoas gostam e querem continuar a sua prática, mas a vida está a complicar-se e torna-se difícil. Esperemos melhores dias” – refere,
No Ginásio do Boia há mesmo um encontro de gerações. São cerca de 100 pessoas que frequentam as mais diversas actividades, desde o Ballet para os mais jovens, a aeróbica, o boxing, yoga, musculação, cardio, hidromassagem, danças oriental.
“Há um grupo de praticantes que fazem parte da família, eles são parte da vida do Ginásio, muitos deles desde o começo” – refere o Bóia, sentindo-se a emoção nas suas palavras.
“Já por cá estiveram mais de 200 pessoas, mas também o aumento do IVA influenciou e afastou pessoas” – refere.
Continuo a fazer o que gosto
Carlos Oliveira «Bóia» fala do seu Ginásio, como quem fala de um filho, um ente querido.
“Eu, hoje, mantenho o Ginásio pelo meu amor ao desporto, por desejar continuar a concretizar um sonho e uma ambição que alimentei, durante anos, mesmo quando estava na CUF a trabalhar.
Nesse tempo eu sonhava ter a profissão que mais gostava, era esta, estar agarrado e viver a actividade desportiva, quer como lazer, quer como competição, todos os dias.
O Ginásio coloca-me dentro de um mundo que eu adoro, estou aqui há 25 anos, estou aqui porque gosto e continuo a fazer o que gosto.
Há pessoas que ao fim de 25 anos estão cansados do que fazem, eu não, eu faço o que gosto. É isso que quero sublinhar.” – afirmou Carlos Oliveira, ao fechar esta visita do Rostos ao Ginásio do Boia, ali, no coração do Barreiro, na Avenida da República.
Manter vivo este Ginásio
“Sabes, estou aqui a fazer o que gosto, e acima de tudo estou vivo, porque continuo apostado em manter vivo este Ginásio, procurando encontrar soluções para as dificuldades do presente.
O meu único medo é se um dia perder este meu dia-a-dia, este contacto diário com a juventude e com os mais velhos que, tal como eu, gostam de desporto e fazem, desporto por prazer”.
Rosto da 1ª Década do Século XXI
Recorde-se que Carlos Oliveira “Bóia”, um campeão, um atleta de referência internacional, nacional e regional, foi distinguido como “Rosto Veterano da 1ª Década do Século XXI”, e nomeado, em 2012, pelo Secretário de Estado do Desporto e Juventude, como «Embaixador para a Ética no Desporto», no âmbito do Plano Nacional para a Ética no Desporto.













