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Perspectivas

João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da MoitaGovernos adiam investimentos na região de Setúbal

. Não fomos eleitos para extinguir freguesias

“Não contem connosco para destruir o Poder Local Democrático. Não nos peçam para acabar com as freguesias.
Não fomos eleitos para extinguir, fundir ou agregar as freguesias, nem para acabar com a história, a cultura e a identidade das nossas populações” – sublinhou João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita, hoje à tarde, no decorrer da concentração realizada no concelho da Moita, contra a extinção de freguesias.

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João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita Governos adiam investimentos na região de Setúbal

Por Jornal Rostos

Hoje à tarde, as freguesias do concelho da Moita saíram à rua para protestar conta a extinção ou agregação de freguesias.
Marcaram presença os presidentes de todas as Junta de Freguesia do concelho. Registámos, também, a presença de vereadores e eleitos na Assembleia Municipal da Moita quer da CDU, do PS e do BE.

Calor humano para sentir as freguesias

A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal da Moita e pelas seis Juntas de Fr
eguesia – Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Gaio/Rosário, Moita, Sarilhos Pequenos e Vale da Amoreira, teve como lema: “Diga Não à Extinção de Freguesias no Concelho da Moita!”.
Apesar do estado do tempo, muito vento e ameaçando chover, foram largas centenas de pessoas que aderiram oriundas das diferentes freguesias, com uma participação expressiva de representantes do Movimento Associativo.
No palco, marcaram presença diversos grupos que animaram a tarde, deram vida e ambiente de festa como dizia o apresentador – “temos aqui um calor humano, aquele que temos que sentir para manter as nossas freguesias”.

Portugal de Abril que defendemos e mantemos

A encerrar esta acção de protesto, João Lopo, Presidente da Câmara Municipal da Moita, sublinhou – “é para rejeitar o Pacto de Agressão e defender o Poder Local Democrático que realizamos esta concentracção. Ela é a expressão, tal como a dinâmica popular já disse, de uma vontade forte de manter vivo o projecto de Abril, as conquistas e as realizações”.
“Esta concentração é também a expressão do Portugal de Abril que defendemos e mantemos” – sublinhou o autarca.
João Lobo referiu que – “no país e no concelho da Moita, devemos muito ao Poder Local Democrático e, em particular às freguesias”.

Governo quer é privatizar

“Está em curso um dos maiores ataques ao Poder Local aos serviços públicos e às populações de que há memória. O Governo recorrendo a uma campanha difamatória e assente na mentira e na manipulação da informação, quer passar para a opinião pública de que o Poder Local não serve as comunidades locais, além de ser despesista” – referiu João Lobo.
O autarca acrescentou que – as boas e verdadeiras intenções do Governo, o que se quer é privatizar e dar aos grandes grupos económicos setores vitais como a recolha e tratamento dos lixos ou o abastecimento de água”.

Governos adiam investimentos na região de Setúbal

O presidente da Câmara Municipal da Moita, na sua intervenção, acusou – “os sucessivos governos de destruírem a Região de Setúbal, concertando e agilizando o fecho das empresas vitais para a economia nacional e forçando ao despedimento de milhares de trabalhadores altamente especializados”.
João Lobo, sublinhou que – “os sucessivos Governos adiam investimentos públicos mais do que necessários para revitalizar a economia da região”.

Ajuste de contas com o 25 de Abril

“A verdadeira intenção deste ataque é fazer um ajuste de contas com o 25 de Abril. É destruir a democracia representativa” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal da Moita.
“Querem impedir-nos de elegermos e de sermos eleitos, através da lei de limitação de mandatos e da extinção de freguesias e respectivos eleitos locais” – sublinhou.

Não fomos eleitos para extinguir freguesias

“E a partir deste lugar na Baixa da Banheira, nós dizemos: Não contem connosco para destruir o Poder Local Democrático. Não nos peçam para acabar com as freguesias.
Não fomos eleitos para extinguir, fundir ou agregar as freguesias, nem para acabar com a história, a cultura e a identidade das nossas populações” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal da Moita.

Um concelho com provas dadas

No final da sua intervenção, João Lobo, expressou o sentimento de orgulho, enquanto presidente da Câmara Municipal da Moita – “a satisfação de servir um concelho com provas dadas onde é possível ambicionar e realizar pequenas e grandes obras, com eleitos autárquicos, com os trabalhadores das autarquias locais, sempre ao lado do movimento associativo e da população”.
“É o sentimento positivo de que é preciso manter este trabalho colectivo e defendê-lo, contra todo o tipo de agressões” – sublinhou o autarca.

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