No Barreiro são registados por ano 110 novos casos de cancro da mamaUma em cada dez mulheres desenvolve o cancro da mama
. 1% dos homens também podem ter cancro da mama
.Cancro da mama primeira causa de morte das mulheres entre os 35 a 55 anos
Francisco Gouveia, médico da Unidade de Saúde Familiar do Lavradio, no decorrer de uma acção de sensibilização sobre a patologia do cancro da mama, sublinhou que a nossa região destaca-se no mapa do país, como uma “zona vermelha” onde se registam mais casos de morte de mulheres, com cancro da mama, com idades inferiores a 55 anos.
Jorge Espirito santo, oncologista do Hospital do Barreiro, referiu que actualmente, no Barreiro, são registados, por ano, 110 novos casos de cancro da mama.
.Cancro da mama primeira causa de morte das mulheres entre os 35 a 55 anos
Francisco Gouveia, médico da Unidade de Saúde Familiar do Lavradio, no decorrer de uma acção de sensibilização sobre a patologia do cancro da mama, sublinhou que a nossa região destaca-se no mapa do país, como uma “zona vermelha” onde se registam mais casos de morte de mulheres, com cancro da mama, com idades inferiores a 55 anos.
Jorge Espirito santo, oncologista do Hospital do Barreiro, referiu que actualmente, no Barreiro, são registados, por ano, 110 novos casos de cancro da mama.

Por Jornal Rostos
A Associação de Mulheres com Patologia Mamária, promoveu na SFAL, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher, uma acção de sensibilização para os problemas do cancro da mama e a importância do diagnóstico precoce.
Primeira causa de morte das mulheres entre os 35 a 55 anos
Francisco Gouveia, médico da Unidade de Saúde Familiar do Lavradio, começou por salientar que o cancro da mama é a primeira causa de morte das mulheres entre os 35 a 55 anos e a segunda causa de morte em Portugal.
Sublinhou que “uma em cada dez mulheres desenvolve o cancro da mama”, recordando que “em cada ano que passa há mais 4500 mulheres que dão diagnosticadas”, correspondendo a “uma média de 11 mulheres por dia”.
“Todos os dias estamos a fazer diagnósticos desta situação, este é um problema importante” – sublinhou Francisco Gouveia.
95% das mulheres diagnosticadas estão vivas ao fim de 5 anos
Neste contexto considerou fundamental que seja “detectada atempadamente esta patologia”, acrescentando que 95% das mulheres diagnosticadas – “estão vivas ao fim de 5 anos, quando referenciadas no diagnóstico precoce”.
Região destaca-se no mapa do país
Francisco Gouveia, sublinhou que num estudo sobre o cancro da mama, em Portugal, a nossa zona surgia sinalizada - “estava encarnada”, por ser no país uma região onde “faleciam mais mulheres com cancro da mama com menos de 55 anos”.
“A nossa região destacava-se no mapa do país” – sublinhou.
“Nós queremos alterar este panorama nos próximos 5 anos” – salientou Francisco Gouveia.
~Boa interligação entre os Cuidados Primários e o Hospital
Referiu, Francisco Gouveia, que não deixando de acompanhar os doentes, quando detectadas situações “há um encaminhamento para o Hospital do Barreiro”, existindo “uma boa interligação entre os Cuidados Primários e o Hospital”.
5% a 10% dos casos são oriundos de carga hereditária
Manuel Quintas, médico da Unidade de Saúde Familiar do Lavradio, recordou que nesta patologia existem “factores de risco imutáveis” que não “dependem da vontade de cada um”, pois 5% a 10% dos casos são oriundos de “carga hereditária”.
“Quem tem na família casos deve estar mais alertado para a doença” – sublinhou Manuel Quintas.
Depois, recordou a importância de serem promovidos hábitos como a prática desportiva, na alimentação e de problemas que podem afectar nomeadamente a obesidade.
1% dos homens também podem ter cancro da mama”
Divulgou alguns sinais que podem ser sintomas e alertas para a doença, nomeadamente corrimento nos mamilos, alterações na cor da pele, desenvolvimento maior de um seio em relação ao outro seio.
“Estes são sinais de alerta” – sublinhou, para acrescentar "a importância de serem realizados rastreios", e referindo que a própria mulher pode fazer o “auto-exame”.
Recordou, também, que esta patologia não é um exclusivo das mulheres – “1% dos homens também podem ter cancro da mama”.
Devemos conhecer o nosso corpo
Maria José, enfermeira da Unidade de Saúde Familiar do Lavradio, recordou que as mulheres, elas mesmas, têm “um papel fundamental” porque “devemos conhecer o nosso corpo”, observando as suas marcas, tendo atenção para as mudanças “a partir dos 20 anos” procurando realizar o “auto-exame”.
Sublinhou, com diversos exemplos, como a mulher deve, ou durante o banho, ou na frente de um espelho – “ver se as mamas mudaram”, “se há algo diferente” ou se “notam a existência de caroços”.
Ali, perante uma plateia de cerca de 100 mulheres exemplificou com gestos, pequenos exercícios de apalpação, alertando que, no caso de notarem – “alguma alteração devem ir ao médico”.
Detectar o mais precoce possível
A enfermeira Cristina Ramos, da Unidade de Saúde Familiar do Lavradio, divulgou os diferentes recursos existentes, ao nível da prevenção, no Centro de Saúde do Lavradio.
Hoje, assim como há o “médico de família” também existe o “enfermeiro de referência”.
Sublinhou que nesta doença o mais importante é “detectar o mais precoce possível”.
Recordou que existe no Centro de Saúde “uma equipa” que tem como objectivo “estar o mais possível próximo dos utentes” e que realiza “consultas de vigilância”.
“O que pretendemos é que seja mais de vigilância , por isso devem procurar o médico antes de estar doentes” – salientou.
Não faltem às consultas
Recordou que, neste momento, estão a ser convidadas as mulheres utentes do Centro de Saúde do Lavradio para que se dirijam a uma “consulta de vigilância”.
“Se receberem o convite, não faltem, o nosso objectivo é ajudar as pessoas em todas as fases da sua vida” – sublinhou Cristina Ramos.
Temos um grande potencial de cura
Jorge Esprito Santo, oncologista, do Hospital do Barreiro, sublinhou que para o cancro da mama, nos dias de hoje – “temos um grande potencial de cura”.
“Quando a doença se declara o importante é que seja conhecida num estadio precoce” – referiu, acrescentando que para que isso aconteça – “o segredo é a prevenção”.
Recordou que nos casos de detecção precoce desta patologia – “sobrevivem 90% dos doentes”.
Por outro lado, salientou que actualmente – “está a crescer nas mulheres a taxa de incidência de mortalidade” ao nível de cancro de pulmão, situação que que – “está a ser mais frequente nas mulheres”.
Hospital do Barreiro ao nível de médias em qualquer parte do mundo
Jorge Espirito Santo, sublinhou que no Hospital do Barreiro, funciona uma equipa com múltiplas vertentes e valências.
“É uma equipa que trata o doente de forma integrada e com ligação aos Cuidados Primários” – sublinhou.
Referiu que as mulheres que viveram esta patologia, “sabem que é complicado”, sabem o que é a “angústia do tratamento”, mas também sabem que existe “uma mensagem de esperança”.
“Os resultados obtidos no nosso Hospital estão ao nível de médias que se registam em qualquer parte do mundo” – sublinhou.
O importante é a prevenção
Referiu, Jorge Espirito Santo, que no Hospital do Barreiro, actualmente, são registados, por ano, 110 novos casos de cancro da mama.
Na sua intervenção, sublinhou que o avanço das tecnologias e estudos permitem afirmar que – “hoje em dia ter um cancro na mama não significa que não há nada a fazer”, hoje, referiu- “é possível viver com qualidade de vida, por isso, o importante é a prevenção”.
Tenho 65 anos e ainda aqui estou
No decorrer da sessão foram escutadas várias intervenções de mulheres, agradecendo e elogiando a forma como foram acompanhadas no Serviço de Oncologia do Hospital do Barreiro.
Uma senhora, de 65 anos, que integra a Associação de Mulheres com Patologia Mamária, recordou que aos 39 anos, ela própria, por apalpação, descobriu a doença.
Foi-lhe retirado o seio aos 39 anos – “Tenho 65 anos e ainda aqui estou. E estou pronta para vencer e lutar contra o cancro da mama” – sublinhou, lançando o apelo- “Não tenham medo vão ao médico”.
Afecta do ponto de vista afectivo
Carlos Moreira, vereador da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que o homem também deve ter um papel perante esta doença, porque é uma situação que “afecta do ponto de vista afectivo” e influencia todo “o rumo da nossa vida familiar que é completamente alterado”.
“È importante que os homens sigam estas situações” – sublinhou o autarca.
Divulgar informação na zona rural do concelho
Vicente Figueiras, presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca lançou o desafio e disponibilizou o apoio da Junta de Freguesia para que fossem realizadas sessões como esta que acompanhou nos diversos lugares da zona rursl do concelho do Barreiro.
Primeira causa de morte das mulheres entre os 35 a 55 anos
Francisco Gouveia, médico da Unidade de Saúde Familiar do Lavradio, começou por salientar que o cancro da mama é a primeira causa de morte das mulheres entre os 35 a 55 anos e a segunda causa de morte em Portugal.
Sublinhou que “uma em cada dez mulheres desenvolve o cancro da mama”, recordando que “em cada ano que passa há mais 4500 mulheres que dão diagnosticadas”, correspondendo a “uma média de 11 mulheres por dia”.
“Todos os dias estamos a fazer diagnósticos desta situação, este é um problema importante” – sublinhou Francisco Gouveia.
95% das mulheres diagnosticadas estão vivas ao fim de 5 anos
Neste contexto considerou fundamental que seja “detectada atempadamente esta patologia”, acrescentando que 95% das mulheres diagnosticadas – “estão vivas ao fim de 5 anos, quando referenciadas no diagnóstico precoce”.
Região destaca-se no mapa do país
Francisco Gouveia, sublinhou que num estudo sobre o cancro da mama, em Portugal, a nossa zona surgia sinalizada - “estava encarnada”, por ser no país uma região onde “faleciam mais mulheres com cancro da mama com menos de 55 anos”.
“A nossa região destacava-se no mapa do país” – sublinhou.
“Nós queremos alterar este panorama nos próximos 5 anos” – salientou Francisco Gouveia.
~Boa interligação entre os Cuidados Primários e o Hospital
Referiu, Francisco Gouveia, que não deixando de acompanhar os doentes, quando detectadas situações “há um encaminhamento para o Hospital do Barreiro”, existindo “uma boa interligação entre os Cuidados Primários e o Hospital”.
5% a 10% dos casos são oriundos de carga hereditária
Manuel Quintas, médico da Unidade de Saúde Familiar do Lavradio, recordou que nesta patologia existem “factores de risco imutáveis” que não “dependem da vontade de cada um”, pois 5% a 10% dos casos são oriundos de “carga hereditária”.
“Quem tem na família casos deve estar mais alertado para a doença” – sublinhou Manuel Quintas.
Depois, recordou a importância de serem promovidos hábitos como a prática desportiva, na alimentação e de problemas que podem afectar nomeadamente a obesidade.
1% dos homens também podem ter cancro da mama”
Divulgou alguns sinais que podem ser sintomas e alertas para a doença, nomeadamente corrimento nos mamilos, alterações na cor da pele, desenvolvimento maior de um seio em relação ao outro seio.
“Estes são sinais de alerta” – sublinhou, para acrescentar "a importância de serem realizados rastreios", e referindo que a própria mulher pode fazer o “auto-exame”.
Recordou, também, que esta patologia não é um exclusivo das mulheres – “1% dos homens também podem ter cancro da mama”.
Devemos conhecer o nosso corpo
Maria José, enfermeira da Unidade de Saúde Familiar do Lavradio, recordou que as mulheres, elas mesmas, têm “um papel fundamental” porque “devemos conhecer o nosso corpo”, observando as suas marcas, tendo atenção para as mudanças “a partir dos 20 anos” procurando realizar o “auto-exame”.
Sublinhou, com diversos exemplos, como a mulher deve, ou durante o banho, ou na frente de um espelho – “ver se as mamas mudaram”, “se há algo diferente” ou se “notam a existência de caroços”.
Ali, perante uma plateia de cerca de 100 mulheres exemplificou com gestos, pequenos exercícios de apalpação, alertando que, no caso de notarem – “alguma alteração devem ir ao médico”.
Detectar o mais precoce possível
A enfermeira Cristina Ramos, da Unidade de Saúde Familiar do Lavradio, divulgou os diferentes recursos existentes, ao nível da prevenção, no Centro de Saúde do Lavradio.
Hoje, assim como há o “médico de família” também existe o “enfermeiro de referência”.
Sublinhou que nesta doença o mais importante é “detectar o mais precoce possível”.
Recordou que existe no Centro de Saúde “uma equipa” que tem como objectivo “estar o mais possível próximo dos utentes” e que realiza “consultas de vigilância”.
“O que pretendemos é que seja mais de vigilância , por isso devem procurar o médico antes de estar doentes” – salientou.
Não faltem às consultas
Recordou que, neste momento, estão a ser convidadas as mulheres utentes do Centro de Saúde do Lavradio para que se dirijam a uma “consulta de vigilância”.
“Se receberem o convite, não faltem, o nosso objectivo é ajudar as pessoas em todas as fases da sua vida” – sublinhou Cristina Ramos.
Temos um grande potencial de cura
Jorge Esprito Santo, oncologista, do Hospital do Barreiro, sublinhou que para o cancro da mama, nos dias de hoje – “temos um grande potencial de cura”.
“Quando a doença se declara o importante é que seja conhecida num estadio precoce” – referiu, acrescentando que para que isso aconteça – “o segredo é a prevenção”.
Recordou que nos casos de detecção precoce desta patologia – “sobrevivem 90% dos doentes”.
Por outro lado, salientou que actualmente – “está a crescer nas mulheres a taxa de incidência de mortalidade” ao nível de cancro de pulmão, situação que que – “está a ser mais frequente nas mulheres”.
Hospital do Barreiro ao nível de médias em qualquer parte do mundo
Jorge Espirito Santo, sublinhou que no Hospital do Barreiro, funciona uma equipa com múltiplas vertentes e valências.
“É uma equipa que trata o doente de forma integrada e com ligação aos Cuidados Primários” – sublinhou.
Referiu que as mulheres que viveram esta patologia, “sabem que é complicado”, sabem o que é a “angústia do tratamento”, mas também sabem que existe “uma mensagem de esperança”.
“Os resultados obtidos no nosso Hospital estão ao nível de médias que se registam em qualquer parte do mundo” – sublinhou.
O importante é a prevenção
Referiu, Jorge Espirito Santo, que no Hospital do Barreiro, actualmente, são registados, por ano, 110 novos casos de cancro da mama.
Na sua intervenção, sublinhou que o avanço das tecnologias e estudos permitem afirmar que – “hoje em dia ter um cancro na mama não significa que não há nada a fazer”, hoje, referiu- “é possível viver com qualidade de vida, por isso, o importante é a prevenção”.
Tenho 65 anos e ainda aqui estou
No decorrer da sessão foram escutadas várias intervenções de mulheres, agradecendo e elogiando a forma como foram acompanhadas no Serviço de Oncologia do Hospital do Barreiro.
Uma senhora, de 65 anos, que integra a Associação de Mulheres com Patologia Mamária, recordou que aos 39 anos, ela própria, por apalpação, descobriu a doença.
Foi-lhe retirado o seio aos 39 anos – “Tenho 65 anos e ainda aqui estou. E estou pronta para vencer e lutar contra o cancro da mama” – sublinhou, lançando o apelo- “Não tenham medo vão ao médico”.
Afecta do ponto de vista afectivo
Carlos Moreira, vereador da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que o homem também deve ter um papel perante esta doença, porque é uma situação que “afecta do ponto de vista afectivo” e influencia todo “o rumo da nossa vida familiar que é completamente alterado”.
“È importante que os homens sigam estas situações” – sublinhou o autarca.
Divulgar informação na zona rural do concelho
Vicente Figueiras, presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca lançou o desafio e disponibilizou o apoio da Junta de Freguesia para que fossem realizadas sessões como esta que acompanhou nos diversos lugares da zona rursl do concelho do Barreiro.
















