Teatro acontece no BarreiroNo real e magia de «Era uma vez... El-Rei Tadinho»…
Um espectáculo que as Escolas do concelho do Barreiro e da região de Setúbal não podem perder.
Um espectáculo divertido para as famílias, feito de paixão, sentimento e alegria.
Esta é, de facto, uma peça que decorre em dois tempos – o real e o imaginário - num só tempo – o teatro -, com muita imaginação e criatividade.

Por Jornal Rostos
A Arteviva – Companhia de Teatro do Barreiro estreou a peça destinada ao público infantil, “Era uma vez... El-Rei Tadinho”, baseado no livro de Alice Vieira, com adaptação e encenação de Paula Magalhães.
A propedêutica do teatro
A peça “Era uma vez... El-Rei Tadinho” é uma verdadeira lição de teatro, uma propedêutica, ali, tudo o que acontece no palco sente-se tem um objectivo, expressar diferenciadas formas de comunicar com inteligência e com arte.
Elas são deslumbrantes. Na dicção. Na expressão corporal. Nos movimentos. Numa interpretação primorosa. Um trabalho onde, para além da energia individual de cada actriz, acima de tudo o que sobressai é a energia colectiva – um belo espectáculo.
Elas fazem-nos mergulhar pelos bastidores dos ensaios, nos diálogos, nas relações humanas, ao mesmo tempo, que nos empurram para o mundo dos sonhos e da magia. Elas motivam-nos a participar a sentir que somos parte integrante daquele espectáculo, demonstrando que não há teatro sem público. Simultaneamente o público é também actor, participando nas dinâmicas da acção – no real e na magia.
Esta é, de facto, uma peça que decorre em dois tempos – o real e o imaginário - num só tempo – o teatro -, com muita imaginação e criatividade.
Dois espectaculos dentro de uma só vivência – a arte!
As personagens são vividas de forma intensa, naquela dobragem permanente entre o real e o imaginário. As vivências dramáticas são sentidas como quem partilha dois espectaculos dentro de uma só vivência – a arte!
O cenário é marcado de cor, de alegria, permitindo a fluidez cénica, onde, de facto tudo pode acontecer e, certamente, cada espectáculo poderá ser sempre uma especificidade, porque está aberta a porta para manter e alargar o diálogo com o público e o seu envolvimento.
Ali o teatro é poesia, é reflexão, é divertimento, é expressão plástica, é dimensão musical. Um verdadeiro laboratório de técnicas teatrais, muito bem utilizadas, muito bem encenadas e contextualizadas.
Um espectáculo que as Escolas do concelho do Barreiro e da região de Setúbal não podem perder.
Um espectáculo para as famílias, feito de paixão, sentimento e alegria.
“O melhor que pode acontecer a um actor é ser inteiramente dominado pelo seu papel”- escreveu Stanilisvaski, foi isso que vi e senti naquelas actrizes que me proporcionaram uma bela tarde de sábado, ali, no Teatro Municipal do Barreiro.
Uma pergunta – São profissionais? Não sei. Mas o que ali fizeram em palco demonstra que são rigorosas e esplêndidas.
Fica o registo. Não perca este espectáculo onde a magia se mistura com o real, onde a beleza de um texto tem uma interpretação fabulosa, onde, afinal, com naturalidade e criatividade…o teatro acontece!
António Sousa Pereira
Sobre o espectáculo
Era uma vez...
Será que todas as histórias começam por era uma vez? A história de el-rei Tadinho, monarca iluminado do reino das cem janelas, não começava... mas nada como uma peça de teatro para dar a volta à situação.
As graças e desgraças da corte desenrolam-se no palco de todas as possibilidades: qualquer um pode ser rei; a chuva não cai do céu; o enorme dragão não tem cinco cabeças e é espanhol; as canções ajudam a contar a história; e o final pode sair da imaginação de uma narradora que queria ser monarca.
A magia da escrita de Alice Vieira mistura-se neste espectáculo com a magia do teatro... onde tudo... mas mesmo tudo, pode acontecer!
Sobre a obra Graças e Desgraças da Corte de El-Rei Tadinho de Alice Vieira (1984)
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 3º ano de escolaridade.
Não se trata do retrato de mais um rei de Portugal. El-Rei Tadinho, sua futura mulher (uma fada desempregada, que entretanto se fizera passar por bruxa) e restante família vivem algumas desgraças ora do campo do quotidiano ora do fantástico. O rei oferece a filha (que não tem! — só mais tarde dá pelo engano) em casamento a um dragão; a única bruxa do reino, embora contrariada, decide ajudá-lo; o dragão engana-se e casa com esta última... É impossível não se achar graça, tal a ironia, a prodigiosa imaginação e o alucinante desenvolvimento. (A partir dos 8/9 anos).
Ficha Técnica
Autor da obra original: Alice Vieira
Adaptação e Encenação: Paula Magalhães
. Interpretação: Ana Sofia Samora/Ana Lúcia Santos, Catarina Santana, Susana Marques, Sara Santinho/Vanda Robalo.
Movimento e coreografias: Andreia Martins
- Figurinos: Ana Pimpista
- Canções: Ana Lúcia Santos
- Selecção musical: Rui Lopes
- Desenho de luz: João Henrique Oliveira
- Design: Ana Sofia Pinto
- Produção e promoção: Rita Conduto
- Assistência à produção: Ana Lúcia
- Apoio Geral: Dário Valente e Andreia Ribeiro
- Fotografia: Cláudio Ferreira.
Classificação: M4
Em cena: sábados 16:00, até Junho.
No Teatro Municipal do Barreiro
Reservas: 964787109, 212060860, arteviva.geral@gmail.com
Mais informações: http://artevivactb.wix.com/teatro
Bilhetes: 5€ preço normal, 3€ desconto para grupos com mais de 10 pessoas.
A ArteViva Companhia de Teatro do Barreiro foi fundada em 1980, é residente no Teatro Municipal desde 1997, e é uma associação cultural apoiada pela Câmara Municipal do Barreiro.













