Pedro Canário, Presidente da Cooperativa Cultural Popular Barreirense – BarreiroHoje na cooperativa «trocou-se a farinha pelo forno das ideias»
“A cooperativa deixou de fazer pão, hoje ajuda a fazer cultura” – salientou Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

Por Jornal Rostos
No salão da SIRB «Os Penicheiros» realizou-se a sessão evocativa do centenário da Cooperativa Cultural Popular Barreirense. Uma sala repleta marcou presença no evento que marca uma página da história do cooperativismo do concelho do Barreiro.
Celebrar o centenário com música
Carla Marina, da Direcção da Cooperativa referiu que para celebrar o centenário a decisão de escolher a música – “tem a ver com a profunda tradição da música no nosso concelho”, sendo com essa tradição que se celebra um século de vida, nesta terra que viu nascer a cooperativa – “um concelho muito especial a nível nacional”.
O cante alentejano com o Grupo Coral «Os Amigos do Barreiro» foi o pontapé de saída, seguindo-se uma acção de expressão dramática com o Projéctor – Companhia de Teatro do Barreiro, num encontro com a história da cooperativa.
O CORUTIB – Grupo Coral da Universidade da Terceira Idade trouxe de novo a presença musical, seguindo-se um apontamento com a Camerata Musical do Barreiro.
Uma ideia que persistiu durante 100 anos
Pedro Canário, presidente da Direcção da CCPB, sublinhou que a presença de todos que ali se associavam à comemoração do centenário – “é um enorme estímulo para nós”, porque simboliza o reconhecimento do trabalho que a cooperativa “desenvolve para a comunidade”.
Referiu que “todos os anos são singulares”, assim foi o ano de 1913, que assinalou a fundação da cooperativa, “num país pobre” que gritava “Viva a República”.
Recordou que a cooperativa foi fundada por ferroviários que “era o núcleo qualificado a nível local”.
“1913 foi o ano do nascimento de uma ideia que persistiu durante 100 anos” – sublinhou, acrescentando que essa “ideia cooperativa” foi-se “replicando por gerações”.
Trocou-se a farinha pelo forno das ideias
Pedro Canário salientou que nos dias de hoje na cooperativa – “trocou-se a farinha pelo forno das ideias”.
Lembrando palavras de José Saramago, sublinhou que os tempos actuais são marcados por três ideias conceitos – neutralidade, terror e resignação, às quais afirmou é necessário opor – cidadania, coragem e luta.
Para Pedro Canário esse é o compromisso da acção da cooperativa.
Um contributo inestimável
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que o Barreiro “tem uma divida de gratidão para com as cooperativas e para com o Movimento Associativo”.
A «cooperativa dos ferroviários», sublinhou, “tem o seu percurso histórico” ao longo de 100 anos, nos quais foram registadas “profundas alterações no mundo”.
O autarca sublinhou que nestes 100 anos “foram dados passos gigantes” nas mudanças da sociedade ao nível de tecnologias, ao nível de direitos.
“Os cooperativistas e associativistas do concelho deram nestes anos um contributo inestimável” – sublinhou.
“A cooperativa deixou de fazer pão, hoje ajuda a fazer cultura” – salientou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
É preciso consciencializar
O autarca recordou que antes do 25 de Abril utilizava-se muito a expressão – “É preciso consciencializar, retomar, esta expressão que foi perdida”.
Neste contexto afirmou que nos tempos difíceis que vivemos – “é preciso olhar para a história”, porque é “indispensável continuar a batalha, é preciso ir mais além, é preciso não desistir”.
“O pior que pode acontecer ao Barreiro e ao país é adaptar-se” – referiu.
Brochura com «A História da Cooperativa»
Na sessão registou-se ainda um momento de «Flashmob» Coral TAB, com a direcção do Maestro Manuel Gonçalves.
A sessão encerrou com um momento de convívio, cantando-se os parabéns e com a divulgação de uma brochura com «A História da Cooperativa», editada pela Câmara Municipal do Barreiro.













