Lançamento do livro «Histórias da Margem Sul» em Alhos Vedros _ MoitaCompromisso da escrita tem por dever reflectir o homem
“Este livro podia ser um romance” – sublinhou, porque as “diversas histórias” são “contos”, onde “as personagens ligam-se”.

Por Jornal Rostos
No âmbito dos “Encontros da Primavera” o Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, promoveu o lançamento de um novo livro de Sebastião Sorumenho, “Histórias da Margem Sul”.
Manuel João, do CACAV, na abertura sublinhou a importância dos encontros que “permitiram a reflexão em torno das artes” e cujo “Balanço é positivo”.
Alhos Vedros é uma freguesia que marca
Maria Nascimento, que apresentou a obra de Sebastião Sorumenho, começou por salientar a “riqueza editorial da freguesia de Alhos Vedros” numa acção concretizada em torno do Movimento Associativo.
“O Movimento Associativo deu um grande contributo que motivou a retirar da gaveta trabalhos de diversos autores” – referiu, acrescentando que, por estas razões “Alhos Vedros é uma freguesia que marca”.
Maria Nascimento sublinhou que conhecia Luís Gomes – autor cujo pseudónimo é Sebastião Sorumenho – “desde que me conheço e tenho contacto com a escrita”, acrescentando que – “sobre literatura aprendi muito com o Luís”.
Um testamento da história
Sobre o livro “Histórias da Margem Sul” referiu que é uma obra que “fala dos anos 60 aos anos 80 do século XX”, ali “há histórias contadas de pessoas da margem esquerda do Tejo”.
O Luís escreve “observando a realidade”, as “histórias são aquilo ele vê” e perante so acontecimentos nós “não vemos todos as coisas da mesma maneira”.
Ao lermos o livro, sublinhou encontramos nas personagens “tipificadas determinadas pessoas”, por essa razão, afirmou esta obra – “é um testamento da história”.
“A vida tem que ser preservada, em Alhos Vedros como em qualquer parte do mundo” – sublinhou.
Este livro podia ser um romance
Maria Nascimento, referiu que a escrita de Luís Gomes/ Sebastião Sorumenho é concretizada numa dimensão de “literatura realista”, onde “as temáticas são de ontem e são de hoje”, é uma obra, referiu, na qual “a paisagem tem importância na forma de escrever”..
“Este livro podia ser um romance” – sublinhou, porque as “diversas histórias” são “contos”, onde “as personagens ligam-se”.
“Este livro é um salto em frente em relação aos livros anteriores do Luis, esta é a minha opinião” – sublinhou Maria Nascimento.
No final da sua intervenção, salientou que – “o leitor tem que ser um elemento activo do livro”.
Foi esta tradição realista que escolhi
Luís Gomes, salientou que a sua escrita se insere no “realismo”, porque “a galáxia realista é mais multifacetada na construção da narrativa”.
O autor lançou aos presentes a pergunta - “Se faz sentido uma literatura socialmente empenhada?”
Recordou que “o compromisso da escrita tem por dever reflectir o homem e as circunstâncias da vida real”, desbravar “o sentido da vida” e dar a conhecer “a humanidade do nosso semelhante”.
“Foi esta tradição realista que escolhi” – sublinhou.
Paixão pela antropologia
No mesmo dia Luís Gomes divulgou o seu livro de ensaios antropológicos, “As Pancadinhas de Moliére - Coisas e Loisas de um Antropólogo”, onde divulga diversos textos resultantes da sua paixão pela antropologia, área onde concretizou a sua Licenciatura.













