Saltar para o conteúdo
Perspectivas

Clube Toastmasters do BarreiroObjectivo promover a «inter-ajuda comunicacional»

. O Clube é um ginásio onde fazemos exercícios

A organização de Clubes Toastmaster conta com mais de 280.000 membros, divididos por 13.500 clubes em cerca de 116 países. Em Portugal existem mais de 20 clubes, sendo quatro deles na margem sul em Almada, Barreiro, Montijo e Setúbal.

Sofia Coelho, na reunião de ontem, no Clube Toastmasters do Barreiro, defendeu a necessidade de ser dinamizada a “alfabetização emocional”.

5 min de leitura
Clube Toastmasters do Barreiro Objectivo promover a «inter-ajuda comunicacional»

Por Jornal Rostos

Ontem à noite, na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, realizou-se a terceira sessão do Barreiro Toastmasters Clube.
José Manuel Barroso, na abertura da sessão recordou que o Clube Toastmaster, integra-se numa organização mundial, sem fins lucrativos, dedicada ao desenvolvimento de competências de comunicação e de liderança.
“Foi fundada em 1924, pelo professor americano Ralph Smedley, quando sentiu que a universidade não preparava as pessoas para os desafios que têm que enfrentar no mundo do trabalho” – sublinhou.

A emoção está na actividade dos clubes

Referiu que a organização - Toastmaster - já conta com mais de 280.000 membros, divididos por 13.500 clubes em cerca de 116 países. Em Portugal existem mais de 20 clubes, sendo quatro deles na margem sul em Almada, Barreiro, Montijo e Setúbal.
José Manuel Barroso salientou que pertencer ao Clube Toastmaster, nos Estados Unidos – “é um assunto com reconhecimento curricular, em Portugal também virá a ser assim”.
Na sua apresentação do clube recordou que o modelo de funcionamento contribui para que cada membro possa “evoluir por si”, porque “vamos aprendendo fazendo” numa relação onde “ouvimos criticas construtivas”.
“A emoção está na actividade dos clubes” – sublinhou.

Promover a inter-ajuda comunicacional

O Clube TM do Barreiro, nas suas sessões, mantém a tipologia de todos os clubes ao nível mundial.
Numa 1ª parte, são partilhados “discursos preparados”", de acordo como o “Manual de Comunicação”, sendo os discursos de diferentes níveis, desde o simples discurso de “quebra gelo” até aos “discursos inspiracionais”.
Numa2ª parte, os membros do Clube são convidados a desenvolver “discurso improvisados”, com um máximo de 2 minutos.
Na 3ª parte, partilha-se um momento de avaliação dos discursos, desde questões técnicas às utilizações gramaticais, com o objectivo de promover a “inter-ajuda comunicacional”.
Num outro momento desenvolvem-se as “funções de liderança”, como organizar e formar clubes, como desenvolver as capacidades de liderança.

Clube é um ginásio onde fazemos exercícios

Os membros do Clube Toastmasters são estimulados a ultrapassar o medo de falar em público e aprendem a ser líderes – “o clube é um ginásio, onde fazemos exercícios” – referiu José Manuel Barroso, que moderou a reunião de ontem.
Os encontros ocorrem de quinze em quinze dias na Escola de Tecnologia do Barreiro, na Urbanização dos Fidalguinhos, entre as 20h e as 22 horas.
Ontem, o jornal «Rostos» assistiu à sessão, que decorrer num ambiente amigável e informal.

Estou aqui mas estou a tremer.

Cátia Vicente, foi a primeira oradora, com um discurso tendo como tema «Descobrir o meu eu».
Começou por sublinhar o seu medo de falar em público – “estou aqui mas estou a tremer”.
“Sou uma pessoa que fica sempre calada” – referiu e acrescentou que a sua motivação, estimulada por uma amiga, de participar no clube visava superar esse «medo» e “conseguir falar em público”.
Optou por responder a perguntas que lhe foram sendo colocadas, concluindo que – “esta sou eu, ando a descobrir aquilo que sou e o que quero é ser feliz”.

Desperdício da vida está no amor que não damos

Marta Amaro, contou uma “trágica história de amor”, recordando o episódio de D. Pedro I e Inês de Castro.
No final da sua «história» sublinhou que –“o desperdício da vida está no amor que não damos”.

Dinamizar a alfabetização emocional

Sofia Coelho, tomou como tema para o seu discurso «Comunicação e Inteligência Emocional».
Sublinhou que o “quociente emocional” evolui ai longo da vida, enquanto o “quociente intelectual” “vai-se adaptando”.
Recordou que a “base da comunicação” é “dar a conhecer” e alertou para a necessidade de sentirmos que “há emoções que não têm palavras”.
Sofia Coelho referiu que desenvolvermos a nossa «inteligência emocional» é desenvolvermos a nossa «capacidade de gerir as emoções».
“É necessário sentir o que o outro está a sentir” – sublinhou.
Neste contexto afirmou a necessidade de ser dinamizada a “alfabetização emocional”.

Dois minutos para expressar ideias, emoções

Após os «discursos preparados», seguiram-se os «discursos improvisado». Dois minutos para expressar ideias, emoções.
O «leit motiv» foi a escolha de uma cor, então, a Maria José, falou do azul, a cor do céu e do universo; Elsa comentou o vermelho, a sua escolha por ser “cor alegre e forte”.
Nelson, optou pelo amarelo e inventou uma história de um carro, que era único, por fim o José Manuel Barroso, optou pelo preto por esta ser – “a cor que é a ausência de cor”.
A reunião continuou, com o período de avaliação, num ambiente de partilha, amizade.
Afinal cada um dos membros do clube sente que o mais importante é estar ali, e, no final, encontrar algumretorno…sentindo que foi vivido um momento animado, dinâmico e enriquecedor.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção