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Perspectivas

Joaquim Santos, Vereador da Câmara do Seixal defendeGoverno deve «resgatar a concessão dos TST e devolve-la ao sector público»

. «Inconcebível o alheamento do Governo»

. Cerca de 12 mil utentes são afectados com a saída dos TST do Passe Intermodal

Carlos Fernandes, do Comité Central do Partido Comunista Português, hoje à tarde, num encontro com os órgãos de comunicação social, contestou a decisão da TST que denunciou os Acordos dos Passes Sociais Intermodais.
“A posição da Administração dos TST irá por em causa o direito à mobilidade dos utentes” – sublinhou.

4 min de leitura
Joaquim Santos, Vereador da Câmara do Seixal defende Governo deve «resgatar a concessão dos TST e devolve-la ao sector público»

Por Jornal Rostos

No encontro com os órgãos de comunicação social que decorreu, hoje à tarde, no Terminal Rodo-Ferro-Fluvial do Barreiro, estiveram presentes Carlos Fernandes, membro do Comité Central do PCP; Sofia Martins, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro; Joaquim Santos, vereador da Câmara Municipal do Seixal e Rui Jorge, vereador da Câmara Municipal de Almada.
O PCP divulgou que na próxima semana vai realizar um conjunto de iniciativas junto aos utentes dos TST com o objectivo de esclarecer esta situação e simultaneamente apelar à adesão à Greve Geral marcada para o dia 27 de Junho,
“Apelamos a todos os utentes que participem para que sejam defendidos os serviços públicos de transportes” – referiu Carlos Fernandes do Comité Central do PCP.
Entretanto o Grupo Parlamentar do PCP já apresentou uma pergunta sobre esta matéria na Assembleia da República e aguarda a resposta do Governo.

Inconcebível o alheamento do Governo

O dirigente do PCP considera – “inconcebível o alheamento do Governo e Autoridade Metropolitana de Transportes” porque a decisão dos TST vai contribuir para “enfraquecer o sistema de passes intermodal” e desarticulação no sistema de transportes.
Carlos Fernandes, considera que o Governo deve chamar a si a resolução deste problema.
“É inaceitável, é uma chantagem, a saída dos TST do Passe Intermodal, com enorme prejuízo para os utentes, pondo em causa o direito à moblidade” – sublinhou.

Utentes como «arma de arremesso» contra o Estado

No documento distribuído aos jornalistas recorda-se que o Passe Social Intermodal é uma conquista da revolução de Abril que significou a consagração da mobilidade como um direito.
“O Passe Social Intermodal é indissociável de uma estratégia de dissuasão da utilização do transporte individual e de salvaguarda do Meio ambiente, bem como um importante factor de coesão social e territorial” – é referido.
“A posição da TST demonstra que não está comprometida com o serviço público e que não tem pejo de utilizar os seus utentes como «arma de arremesso» contra o Estado, quando devia imperar a procura de um melhor serviço público” – é sublinhado.

Resgatar a concessão dos TST

Joaquim Santos, vereador da Câmara Municipal do Seixal, sublinhou que os municípios de Almada, Seixal, Moita e Barreiro, já tomaram posição contra estas medidas que afectam o sistema público dos transportes.
“Resgatar a concessão dos TST e devolve-la ao sector público será um caminho, porque os privados pouco acrescentam ao sistema público de transportes e ainda mais com este tipo de medidas. Nacionalizaram-se dois bancos privados que deram prejuízos, que vamos pagar durante décadas, agora, podíamos ter um bom exemplo ao contrário, que seria nacionalizar o sistema público dos transportes” – sublinhou o autarca.

Cerca de 12 mil os utentes que serão afectados com a saída dos TST

“As populações não podem sofrer com o jogo de interesses entre os operadores privados e o estado, tem que haver entendimento, tem que haver capacidade de negociação, sem prejudicar os utentes” – referiu.
Segundo Joaquim Santos são cerca de 12 mil os utentes que serão afectados com a saída dos TST do Passe Intermodal.
Recordou que no futuro os utentes terão que comprar pelo menos dois passes.

Posição activa na gestão do sistema de transportes públicos

O autarca referiu que os municipios estão disponiveis para adoptar uma posição activa na gestão do sistema de transportes públicos, tal como o Barreiro faz, mas para tal, refere a necessidade de se definir - "o sistema de financiamento", assim como "o modelo institucional de gestão" ao nível da Área Metropolitana de Lisboa.
"Por isso defendemos uma autarquia metropolitana eleita" - salientou, que este seria o caminho para que os muncipios
tivessem um papel activo no sistema.
"Os municipios estão a estudar o alargamento do Passe Social a toda a área metropolitana" - referiu Joaquim Santos, e lamentou que, nesta circunstância, existam operadores a sair do sistema.

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