«Barreiro – Uma Reserva com Gente e Natureza»Um livro onde se cruzam as palavras «ambiente, biodiversidade, amizade e solidariedade»
“A Reserva Natural Local é uma mais valia para o concelho do Barreiro, no quadro de uma economia verde” – referiu Olga Paredes, vereadora responsável pela área do Ambiente da Câmara Municipal do Barreiro, defendendo a importância de existir “uma visão estratégica e sustentável que olhe para além da crise”.
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que, nos dias de hoje, a Mata da Machada e o Sapal do Rio Coina assumem um papel relevante na vida do concelho do Barreiro.

Por Jornal Rostos
O lançamento do livro “Barreiro – Uma Reserva com Gente e Natureza”, com texto de Paulo Caetano e fotografia de Joaquim Pedro Ferreira, realizou-se ontem à noite, na Cooperativa Cultural Popular Barreirense.
Cultura é uma arma
Carla Marina, da Direcção da cooperativa, na abertura da sessão recordou que a sua instituição procura dar um contributo na “construção da vida democrática”, salientando que a “cultura é uma arma”, “um meio” e “um fim” que aponta os caminhos da “necessidade de humanização e desenvolvimento social”.
Receitas do livro reverterão para os bombeiros
Olga Paredes, Vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área do Ambiente, recordou o trabalho realizado pelos vereadores Bruno Vitorino e Nuno Banza, no processo de criação da Reserva Natural da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina, que se empenharam na promoção do “valor da Mata da Machada” e realizaram um importante trabalho pela sua perseveração
A autarca sublinhou que vai apresentar na reunião de Câmara uma proposta de doacção do livro “Barreiro – Uma Reserva com Gente e Natureza” às duas corporações de bombeiros, onde todos os interessados poderão adquirir a obra e cujas receitas reverterão para os bombeiros que “prestam um relevante serviço ao Barreiro e à Mata da Machada”.
A autarca salientou a importância da edição desta obra como contributo para sensibilizar os barreirenses para as questões ambientais.
Uma visão estratégica e sustentável que olhe para além da crise
“A Reserva Natural Local é uma mais valia para o concelho do Barreiro, no quadro de uma economia verde” – referiu Olga Paredes, defendendo a importância de existir “uma visão estratégica e sustentável que olhe para além da crise”.
A vereadora do Ambiente, sublinhou que a criação da Área Protegida Local “reforça a ligação ao rio” e contribui para promover o Barreiro na Área Metropolitana de Lisboa.
“Todos os barreirenses devem sentir orgulho na sua reserva” – sublinhou Olga Paredes, acrescentando que este “é um património que é nosso e que é de todos”.
Um exemplo para o país
Paulo Caetano, autor do texto, referiu que a produção desta obra foi uma experiência única, desde ver “o nascer do dia”, “conhecer gente incrível, como o Carlos Bóia ou os pesacdores”, um trabalho que lhe permitiu acompanhar a importância da criação da Área Protegida Municipal.
Registou que este trabalho proporcionou-lhe verificar que há “pessoas que amam aquele espaço”.
“A Área Protegida Municipal é um compromisso, é um exemplo para o país” – salientou Paulo Caetano.
Orgulho que as pessoas têm pela região
Joaquim Pedro Ferreira, biólogo e autor das fotografias, referiu que a realização deste trabalho “surpreendeu-me pela positiva” e recordou o “o carinho e a ligação” que os trabalhadores da autarquia ligados ao Centro de Educação Ambiental, que fazem daquele lugar “a casa deles”.
“O mais incrível é o orgulho que as pessoas têm pela região” – referiu,
Recordou as muitas histórias que as gentes da mata da Machada e Sapal do Rio Coina – “têm para contar” – dando o exemplo do Grupo “Caracóis da Mata” como um exemplo que na Mata da Machada e Sapal do Rio Coina se cruzam as palavras – “ambiente, biodiversidade, amizade e solidariedade” que, na sua opinião, estão espelhadas no livro.
Uma terra com potencialidades
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro,sublinhou que no Barreiro “a maior riqueza somos todos nós” e “as formas diferentes de amar a nossa terra” e “descobrir o que tem de encanto”.
O autarca agradeceu a todos os que constroem “a qualidade desta terra”, “uma terra com potencialidades”.
Referiu – “sou um admirador da paisagem industrial” com tudo o que ela tem de “arrogante” e “opressiva”, mas, é isso, que todos nós temos – “a capacidade de gostar da nossa terra”.
Construir um Barreiro mais plural
Carlos Humberto, sublinhou que enquanto presidente de Câmara procurou sempre partilhar as “diferenças de opinião” com os representantes dos três partidos que compõem o executivo municipal.
Salientou que a partilha de responsabilidades no executivo tem sido “uma mais valia” que contribui para “construir um Barreiro mais plural”.
“É nesta diversidade que o Barreiro se constrói” – referiu.
“A participação é importante para construir melhor, para decidir melhor” – sublinhou.
Somos periferia na mobilidade
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro recordou que – “somos o centro do Arco Ribeirinho Sul”, mas, também – “somos periferia na mobilidade”.
O autarca defendeu a necessidade de serem melhoradas as acessibilidades, de forma a criarem-se as condições para “construir uma cidade empresarial”, dando relevo ao território da Quimiparque.
Papel relevante na vida do concelho do Barreiro
Carlos Humberto, finalizou a sua intervenção, referindo que na sua juventude “não tinha consciência da importância da Mata da Machada”, do “ponto de vista do ambiente” e acrescentou que, nos dias de hoje, a Mata da Machada e o Sapal do Rio Coina assumem um papel relevante na vida do concelho do Barreiro.
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