Associação de Reformados «O Norte» - Baixa da Banheira/ Moita«Não baixem os braços, ganhem forças para resistir. Divirtam-se. Dancem e Sorriam»
“É preciso encontrar forças, tal como antes do 25 de Abril encontrámos, e é nestas casas que muitos de nós resistimos, lutamos pela resolução de problemas sociais e combatemos a solidão” – sublinhou a autarca.

Por Jornal Rostos
A Associação de Reformados Pensionistas e Idosos «O Norte», na Baixa da Banheira, concelho da Moita, realizou ontem à noite a sessão solene evocativa do 28º aniversário.
Uma sala repleta, numa moldura humana marcada pela força da vida.
O roubo aos reformados é contra a Constituição
Joaquim Gonçalves, do MURPI – Movimento Unitário de Pensionistas e Idosos, sublinhou que – “os reformados são os mais penalizados” por este “governo que tem por objectivo retirar-lhes os direitos”.
Leu um comunicado do MURPI que condena “o roubo aos reformados” e que afirma ser uma medida que “é contra a Constituição”.
Aumento das rendas de casa um problema social
João Pinto, do executivo da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, sublinhou que a autarquia está – “sempre ao lado das colectividades e dos reformados”.
Alertou para a situação que afecta, neste momento muitas famílias da freguesia – “as rendas de casa, que sofreram alterações significativas”, uma matéria que tem sido acompanhada pela Junta de Freguesia por ser “um grave problema social”.
Uma desumanização para a população
O autarca recordou que a Junta de Freguesia da Baixa da Banheira vai ser extinta devido à decisão do governo de agregação com o Vale da Amoreira.
“Nós estamos contra e continuaremos a lutar para que volte a existir a Junta de Freguesia da Baixa da Banheira” – referiu.
“Esta medida é uma desumanização para a população da freguesia” – salientou.
Júlio Pinta sublinhou que na nova freguesia da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira – “nós continuaremos a apoiar as colectividades e os reformados”.
Reformados têm sido os mais fustigados pelos Governos
Vivina Nunes, Vereadora da Câmara Municipal da Moita, salientou que 28 anos de vida de uma associação – “é uma linda história de associativismo”.
Sublinhou que os reformados têm sido “os mais fustigados, pelos Governos e pelas politicas de direita”.
“O Governo tem prejudicado a qualidade de vida das pessoas mais idosas”- salientou a autarca.
“Há pessoas que estão a ser retiradas dos Lares de Idosos, porque não têm verbas para pagar e os seus familiares também não têm condições” – referiu.
Legislação que só trás constrangimentos
Vivina Nunes, referiu que “é muito triste” para a geração que viu nascer o 25 de Abril, sentir que homens e mulheres que lutaram pela liberdade e sentiram a repressão nas suas vidas, sejam aqueles que “estão a ser afectados pelas medidas do Governo”.
“São as pessoas, são as colectividades, são as autarquias que são fustigadas com legislação que só trás constrangimentos” – salientou.
Não baixem os braços, ganhem forças para resistir
A vereadora da Câmara Municipal da Moita, salientou que “os dias de hoje são difíceis”, mas “é preciso encontrar forças, tal como antes do 25 de Abril encontrámos, e é nestas casas que muitos de nós resistimos, lutamos pela resolução de problemas sociais e combatemos a solidão”.
“Nestas casas devemos encontrar forças para mudar Portugal. Não baixem os braços, ganhem forças para resistir. Divirtam-se. Dancem e Sorriam” – referiu Vivina Nunes.
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