Rui Lopo, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro«É necessário por no topo da prioridade a sustentabilidade social»
“A opção pela sustentabilidade financeira vamos um dia pagar” – sublinhou o autarca.

Por Jornal Rostos
No «Encontro com Energia», subordinado ao tema «Transportes Públicos: Sustentabilidade financeira, social e ambiental» que decorreu, ontem à tarde, no Auditíorio da Biblioteca Municipal do Barreiro, promovido pela S. Energia – Agência Regional de Energia do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete,
Rui Lopo, na sua intervenção sublinhou que o primeiro objectivo de um serviço de transportes colectivos é – “ter uma frota a funcionar, que procure servir”, tendo por base “a sustentabilidade social dos transportes colectivos”.
Um concelho onde a oferta é acima da média
Rui Lopo , salientou que a temática dos «transportes colectivos» é muito importante para o Barreiro, um concelho onde a “oferta é acima da média”.
“Era muito bom que estivéssemos no caminho da sustentabilidade financeira”, referiu, alertando para o facto de estarmos a assistir “perigosamente” a “uma espiral, que até pode ser recessiva, na análise integrada dos tráfegos”.
“A perda de passageiros é gravosa” – salientou, acrescentando que – “pode estar em causa a sustentabilidade do sistema”.
Segundo Rui Lopo, a perda de passageiros resulta de vários factores, entre eles referiu aqueles passageios que deixaram de usar os transportes por razões económicas.
Lógica de coesão territorial
Rui Lopo, sublinhou que a análise dos transportes no concelho do Barreiro tem que ser “enquadrada ao nível regional”, no contexto do alargamento das coroas da AML e numa “lógica de coesão territorial”.
“Tem que existir uma avaliação directa do custo do título de transporte com a procura” – referiu.
Recordou que no Barreiro, o passe «+80» - “tem uma procura muito grande”.
O autarca considerou que em relação aos transportes públicos “é indispensável voltar a discutir a sustentabilidade social”, recordando que a opção nos últimos tempos tem sido a “sustentabilidade financeira”
“A opção pela sustentabilidade financeira vamos um dia pagar” – sublinhou o autarca.
«É necessário por no topo da prioridade a sustentabilidade social» - sublinhou.
Reconhecendo que é “indispensável” a “sustentabilidade financeira, perante as dificuldades” dos tempos actuais, recordou que a perda de passageiros – “dificulta investimentos” e existindo “menos utilizadores”, esta é uma situação que – “tem um peso significativo na receita dos operadores”.
Receitas são para manter o que se tem
“O Barreiro é influenciado pelo bom e pelo mau que acontece na escala regional” – referiu
Sublinhou que a actual situação do sistema de passe intermodal gera “perda de receitas” e “perda de atractividade” que afecta todos os operadores.
O autarca defendeu que o sistema deve ser equacionado numa “lógica metropolitana”.
Rui Lopo, referiu que perante a perda de receitas os transportes ficam “inibidos na sua capacidade de investimentos”, porque as receitas são para “manter o que se tem”.
Há opções politicas a corrigir
O autarca referiu que a “sustentabilidade ambiental” é própria dos transportes colectivos, porque esta opção “é mais amiga do ambiente”.
Recordou que a aquisição de um autocarro novo custa na ordem dos 250 mil euros, se for um autocarro eléctrico ronda os 500 mil euros.
“É impossível aos TCB’s atingir esse patamar, não está na nossa realidade local” – salientou.
“Onde está o capital inicial para arrancar com o processo de substituir uma frota a gasóleo por uma frota eléctrica?” – interrogou.
“O papel da Administração Central terá que ser dar prioridade ao sector de transportes públicos” – acrescentou, de forma a ser possível promover a “sustentabilidade ambiental”, a sustentabilidade financeira” e a “sustentabilidade social”.
“Há opções politicas a corrigir” – sublinhou.













