Barreiro - «De súbito à memória» de Luciano Barata«Uma obra que preserva o nosso património imaterial»
“Um documento que possa preservar no tempo e possa ser útil à nossa memória futura” – referiu Luciano Barata.

Por Jornal Rostos
Hoje à tarde, no Auditório da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, realizou-se a apresentação do livro «De súbito a Memória», de Luciano Barata.
Foi uma sala repleta de personalidades da vida local, autarcas e gentes do teatro, que marcaram presença no lançamento da obra que reflecte como para Luciano Barata “o teatro é uma permanente paixão”.
Uma luta contra a aculturação e a alienação
Maria João Quaresma, na apresentação da obra sublinhou que – “este livro de memórias dispersas sobre si, sobre o teatro e sobre esta terra” divulga “momentos marcantes a nível pessoal”.
“Não estamos na presença de um escritor, nem de um romance, estamos perante uma obra que preserva o nosso património imaterial” – salientou Maria João Quaresma.
“Uma vida escrita neste livro, que foi sempre uma luta contra a aculturação e a alienação” – referiu.
Ensinou muitas pessoas a ver teatro e a amá-lo
O artista plástico Kira, sublinhou que Luciano Barata é um homem com “muita sensibilidade, muita filosofia, muita delicadeza, muita paciência e muito conhecimento da pessoa a quem se entrega uma personagem que irá deliciar os espectadores”.
Recordou que o encenador criou – “um público que é fiel, que gosta de ti, do teu trabalho, da tua luta pela arte cénica”
Sublinhou que pelo seu trabalho Luciano Barata ensinou muitas pessoas- “não só a ver teatro como a amá-lo”.
Um documento útil à nossa memória futura
Luciano Barata, emocionado, agradeceu o contribuo do seu filho Hugo Almeida, de Maria João Quaresma, de Fátima Pires, de Vítor Rodrigues, da Belgráfica, de Kira e da Cooperativa Cultural Popular Barreirense.
“Eu não sou escritor” – referiu, afirmando que “enquanto tenho uma memória razoável” decidiu, editar este livro – “uma foto biografia, com mais de 300 fotos”.
“Um documento que possa preservar no tempo e possa ser útil à nossa memória futura” – referiu Luciano Barata.
Recordou que ficava “incomodado” quando via documentos que “falavam da história de teatro de amadores no concelho do Barreiro”, e, por exemplo, “não falavam do TARQUIL”, um grupo da Quinta da Lomba que fez teatro durante anos.
Sublinhou que é importante – “nesta terra, Barreiro, lembrar-se que em 1975, foi formado o TARQUIL, que fez centenas de espectaculos”,
Luciano Barata, salientou que a sua paixão no teatro foi sempre ser actor – “ainda hoje me seduz o trabalho de actor”, acrescentando que – “nunca pensei ser encenador”.
A finalizar, endereçou um agradecimento “às forças vivas desta terra pelo apoio que têm dado ao teatro”.
No decorrer da sessão diversos amigos, nomeadamente do Grupo de Teatro da UTIB e do Projéctor, saudaram Luciano Barata, referindo aspectos do seu carácter, da sua paixão pelo teatro e, ali, na tarde, no coração do Barreiro… cantou-se o fado e escutou-se poesia.













