João Pintassilgo, Transtejo/ Soflusa no «Encontro com Energia» - BarreiroNo ano 2014 “a perda de passageiros” poderá atingir a estabilidade
. Redução de residentes nas freguesias nas margens do rio
. Quase metade da frota a necessitar de renovação
A redução de residentes nas freguesias nas margens do rio Tejo que sofreu um decréscimo de 12,8% no concelho do Barreiro e 5,8% no concelho de Almada, reduziu passageiros no transporte fluvial, referiu João Pintassilgo, no «Encontro com Energia no Barreiro».
“Não fazemos concorrência a outros modos de transporte, o nosso concorrente é o transporte individual” – sublinhou João Pintassilgo.

Por Jornal Rostos
João Pintassilgo, presidente do Conselho de Administração da Transtejo, S.A. / Soflusa, S.A, no decorrer «Encontro com Energia», subordinado ao tema «Transportes Públicos: Sustentabilidade financeira, social e ambiental», promovido pela S.energia - Agência Regional de Energia para os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, sublinhou a necessidade de existir “uma estratégia integrada de mobilidade fluvial nos transportes da Área Metropolitana de Lisboa” de forma a dar resposta “aos desafios da sociedade moderna” perante a “necessidade crescente de mobilidade de pessoas e bens”.
Uma nova forma de gerir os transportes
João Pintassilgo, referiu que os portugueses tiveram tarde “o acesso ao transporte individual”, uma das razões que está na origem do “uso demasiado do automóvel” que é visto como “um estatuto”.
Recordou que a partir dos anos 80 registou-se uma evolução da importância dos transportes públicos.
Salientou que nos tempos actuais é necessário implementar “uma nova forma de gerir os transportes”, tendo em vista o equilibrio económico, ambiental e social.
“Este é um desafio que se coloca às empresas, aos cidadãos e ao Estado” – sublinhou.
Prestar um serviço público de qualidade
João Pintassilgo que como princípios de gestão sustentável a sua empresa defende como linhas de acção – “prestar um serviço público de qualidade”, promover a “atracção de clientes”, “proteger o rio e o ambiente”, “ancorar as comunidades ribeirinhas e restaurar a memória do Tejo”.
Redução de residentes nas freguesias nas margens do rio
O administrador da Transtejo, referiu a quebra de passageiros, recordando que em 2004 a empresa transportou 30 milhões de passageiros e em 2013 a projecção aponta para os 24 milhões de passageiros.
Sublinhou que a perda de passageiros teve diversas razões, nomeadamente a implementação da via ferroviária até Coina e à crise económica, assimo como a perda de residentes nas freguesias das zonas ribeirinhas como o “afastamento das residências das margens do rio”.
A redução de residentes nas freguesias nas margens do rio sofreu um decréscimo de 12,8% no concelho do Barreiro e 5,8% no concelho de Almada.
Segundo João Pintassilgo entre 2012 e 2013, regista-se “uma ligeira recuperação” de passageiros, dado que a quebra de passageiros em 2012 o ano fechou com 11,6% e neste ano a previsão aponta para uma perda de 5%.
Salientou que a previsão para o ano de 2014 aponta para que – “a perda de passageiros atinja a estabilidade”.
Nosso concorrente é o transporte individual
“Não fazemos concorrência a outros modos de transporte, o nosso concorrente é o transporte individual” – sublinhou João Pintassilgo.
“Esse é o grande concorrente dos transportes públicos” – referiu.
Referiu os custos de manutenção da frota e a obrigatoriedade da empresa ter a responsabilidade de assegurar os transportes entre as duas margens, numa situação de sinistro.
Quase metade da frota a necessitar de renovação
O aumento de custos de manutenção da frota – “é elevada” e, sublinhou, - “quase metade a necessitar de renovação”.
Comentou os custos do cumprimento de legislação europeia que exige condições de navegabilidade numa frota que – “navega em águas fechadas, não navega em águas abertas, mas tem que cumprir como se navegasse em águas abertas”.
Referiu que o «Acordo de Empresa» é “desadequado aos transportes fluviais”.
“Temos mais trabalhadores que precisamos” – sublinhou.
João Pintassilgo defendeu a “necessidade de sustentabilidade financeira sem reduzir a responsabilidade social”.













