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Perspectivas

Tertúlias formativas prosseguem na escola Augusto Cabrita - Barreiro«É necessário fomentar o debate e a troca de ideias»

O Barreiro tem uma forte tradição ligada ao Esperanto onde, em tempos, se encontrava um núcleo muito importante de Esperantistas.
«A ideia do Esperanto no Barreiro surge com os Ferroviários» explicou o Eng. Leal da Silva, que moderou este debate, e acrescentou «eles fizeram-no por ser fácil de aprender e chegaram mesmo a criara um dicionário técnico» referiu.

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Tertúlias formativas prosseguem na escola Augusto Cabrita - Barreiro «É necessário fomentar o debate e a troca de ideias»

Por Jornal Rostos

Com o tema ESPERANTO, língua auxiliar Universal realizou-se no passado dia 25, mais uma tertúlia formativa na escola secundária Augusto Cabrita.
Este pretende ser um espaço de debate e troca de ideias, que se dirige em primeiro lugar aos professores pois como referiu o director do centro de formação de professores «dizemos que há falta de massa crítica, mas temos que ser nós a dar o primeiro passo nesse sentido». Contudo a iniciativa está também aberta a outros cidadãos que queiram partilhar desta experiência pois, de acordo com a organização, pretende-se também fazer a ligação com a comunidade local.

«O Esperanto visa colmatar necessidades práticas e éticas»

Foi assim que António Martins, definiu o objectivo desta língua artificial criada na actual Polónia pelo médico judeu Ludwik Lejzer Zamenhof, que publicou a versão inicial do idioma em 1887.
O convidado, deu uma perspectiva histórica do surgimento e desenvolvimento do Esperanto até aos dias de hoje fazendo paralelismos com o desenvolvimento de outras línguas, mas acentuando sempre que «do ponto de vista prático é uma língua relativamente fácil de aprender e permite aos falantes de diversas línguas comunicarem de forma imediata entre si. Do ponto de vista ético, sendo uma língua neutral coloca os sujeitos falantes numa situação de igualdade».

António Martins começou a aprender esperanto em 1987, tendo integrado a Associação Portuguesa De Esperanto.
Diversa atividade no seio do movimento esperantista, a nível nacional e internacional, onde tem ocupado cargos directivos e em desenvolvido trabalho nas áreas do ensino e da informação.

O Esperanto no mundo

O Esperanto reúne adeptos em todo o mundo e é frequentemente usado para se ter acesso a uma cultura internacional, dispondo ele de um vasto leque de obras literárias, tanto traduzidas como originais. Há mais de 25.000 livros em esperanto, entre originais e traduções, além de mais de uma centena de revistas editadas regularmente.
Com o desenvolvimento das novas tecnologias o Esperanto torna-se cada vez mais uma forma de comunicação entre indivíduos de todas as nacionalidades.

O Esperanto no Barreiro

O Barreiro tem uma forte tradição ligada ao Esperanto onde, em tempos, se encontrava um núcleo muito importante de Esperantistas.
«A ideia do Esperanto no Barreiro surge com os Ferroviários» explicou o Eng. Leal da Silva, que moderou este debate, e acrescentou «eles fizeram-no por ser fácil de aprender e chegaram mesmo a criara um dicionário técnico» referiu.
«Pensa-se também que o Esperanto poderá ter sido trazido para aqui pelos caixeiros-viajantes que contactavam com Espanha onde o Esperanto estava mais desenvolvido. De qualquer forma foram os ferroviários que desenvolveram a sua presença no Barreiro». Tal como noutros pontos do mundo também no Barreiro os Esperanto foi perseguido e a Biblioteca ali existente foi destruída pelas autoridades.

Rui Nobre

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