Luis Ferreira, PS, ex- candidato a presidente da Câmara«Sou contrário à profissionalização da actividade politica»
Na reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, que decorreu, ontem à tarde, na Sala de Sessões dos paços do Concelho, foi abordado pela Vereadora Joana Branco,PS, os resultados eleitorais, intervenção que motivou um debate intenso sobre “classe politica”, “classes sociais”, concepções ideológicas e democracia.
Luis Ferreira, PS, ex- candidato a presidente da Câmara, afirmou no decorrer do debate – “sou contrário à profissionalização da actividade politica”.

Por Jornal Rostos
A Vereadora Joana Branco, ontem à tarde, no decorrer da reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, realizada na Sala de Sessões dos Paços do Concelho, expressou o desejo de trabalhar em prol do Barreiro e dos barreirenses, deixando palavras de ânimo e confiança aos trabalhadores da autarquia.
“Estamos disponíveis para trabalhar pelo desenvolvimento do Barreiro” – referiu.
“O Partido Socialista e os seus vereadores continuam a aguardar que o Senhor Presidente e o partido CDU, indiquem em que moldes querem contar com a nossa colaboração de acordo com a vontade popular expressa em eleições ” – salientou.
Recordou as preocupações de gestão dos vereadores socialistas – área financeira, questões sociais.
Sobre esta matéria o presidente esclareceu que aguarda que os vereadores socialistas agendem as reuniões que solicitou, em oficio, com cada um individualmente, no entanto, os vereadores socialista insistem que querem reunir em conjunto com o presidente.
O presidente esclareceu que esta é uma competência sua - a distribuição de pelouros e competências – que não discute em conjunto com os três vereadores do PS.
Profunda crise do regime democrático
A vereadora do PS, sublinhou que os resultados das eleições autárquicas, espelham a “profunda crise do regime democrático”.
“O PCP e o PSD obtiveram o número de votos mais baixo desde sempre, e o PS desde 1985” – sublinhou.
Recordou que o PS quer – “trabalhar com as restantes forças politicas eleitas no executivo municipal”, de acordo com a “vontade dos cidadãos” e “numa perspectiva inclusiva, de diálogo e participação”.
Todos nós tivemos um mau resultado eleitoral
Bruno Vitorino, interrogou sobre os resultados do PSD – “Onde foi buscar esses números do pior resultado de sempre?”
Luis Ferreira respondeu – “todos nós tivemos um mau resultado eleitoral”.
Bruno Vitorino referiu – “A pergunta era dirigida à Senhora Vereadora, agradeço tenha vindo em seu socorro.”
Os eleitos representam a população
Regina Janeiro, CDU, referiu que “não há partido CDU”, salientando que a CDU é uma coligação de dois partidos, mas, após as eleições – “os eleitos representam a população”.
A autarca referiu que a intervenção da Vereadaora Joana Branco fazia – “uma análise simplista” no que diz respeito ao número de votos, pois não se pode comparar o número de votos do concelho – “quando tinha 100 mil habitantes e agora que tem 79 mil habitantes”.
Sublinhou que quanto muito podiam ser efectuadas comparações de percentagens – “os votos não são comparáveis”.
Pessoas estão a desligar da classe politica
Luis Ferreira, PS, referiu que os resultados eleitorais reflectem que as “pessoas estão a desligar” da “classe politica”.
“Estamos a perder eleitores” – salientou.
No Barreiro há um facto real é a vitória da CDU
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, expressou a sua preocupação sobre a abstenção e salientou que “é preciso analisar com mais profundidade” as causas, referindo a situação económica, social e política do país.
“Isto resolve-se com alterações da politica e com o envolvimento dos cidadãos” – sublinhou.
“No Barreiro, há um facto real, é a vitória da CDU” – afirmou.
Sou democrata convivo com opiniões diferentes
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que “não há classe politica, há classes sociais”.
“Esta é uma concepção ideológica que nos separa profundamente” – referiu.
Salientou que – “há instrumentos políticos” com “análises ideológicas distintas”, acrescentando que – “não se pode por tudo no mesmo saco”.
“Sou democrata, convivo com opiniões diferentes, não abdico da minha opinião” – acrescentou.
Por outro lado, acrescentou – “intervi em defesa da democracia, antes e depois do 25 de Abril”.
Sou contrário à profissionalização da actividade politica
Luis Ferreira, referiu, em resposta, que “não foi o PS que inventou “a vanguarda do proletariado”.
“Temos visões diferentes, sou contrário à profissionalização da actividade politica” – referiu.
Pensava que as eleições tinham acabado
Regina Janeiro, numa outra intervenção, referiu – “pensava que as eleições tinham acabado”.
“O PS não conseguiu aceitar o resultado eleitoral” – acrescentou.













