Apresentado no Barreiro “Jogo de Janelas” de Francisco Ceia«Este livro para mim é como o amor, não se explica»
Hoje à tarde, na SFAL, no decorrer da apresentação do seu livro «Jogo de Janelas», Francisco Ceia, salientou que nas suas páginas pode sentir-se como “nos campos de exterminação nazi as pessoas aguentaram com resignação”, memórias que permitem avaliar até onde – “o ser humano aguenta, pensando sempre: ainda não chegou a minha vez”.
“É esse tempo que estamos a viver, nos dias de hoje, de uma forma subtil, são tempos de seda, são esses tempos que estamos a viver, o tempo de cortar, agora é cortar, e aguenta, aguenta” – referiu Francisco Ceia.
“É esse tempo que estamos a viver, nos dias de hoje, de uma forma subtil, são tempos de seda, são esses tempos que estamos a viver, o tempo de cortar, agora é cortar, e aguenta, aguenta” – referiu Francisco Ceia.

Por Jornal Rostos
Numa iniciativa conjunta da SFAL e Grupo Coral Alentejano Unidos do Lavradio realizou-se, hoje à tarde, uma «Tarde Cultural», no âmbito da qual foi apresentado o livro «Jogo de Janelas», de Francisco Ceia.
A sessão começou e encerrou com a participação do Grupo Coral Alentejano «Unidos do Lavradio», que de forma brilhante trouxeram o cante alentejano para dar vida a uma tarde, onde o Alentejo esteve no coração de todos que viveram este encontro com as palavras e os sons.
Voltar ao Barreiro e reencontrar amigos
Francisco Ceia, recordou que viveu no Barreiro doze anos, terra que lhe inspirou o seu disco «Bicicleta Cor de Rosa», expressou a alegria de voltar ao Barreiro e reencontrar amigos.
Referiu que um dia sentou-se para “escrever mais uma canção, não me sentei e disse: vou escrever um livro”.
“Vou escrever uma canção indignado. Ficou mais extensa. Podia ser uma peça de teatro. Podia ser um musical. Podia ser uma opereta” – salientou.
Lamentou que , por um acaso, ter apagado cinco das páginas escritas. “Não sabem a dor que eu senti. Parei o trabalho por mais de um ano” – referiu.
Para mim escrever o livro foi uma emoção
Recordou que, tempos depois, um dia, a sua filha perguntou-lhe:”Quando acabas o livro?”. Foi então que decidiu – “pegar nos pinceis e voltar à tela”.
“Por vezes, as adversidades ensinam que quando aparecem são para as ultrapassarmos” – sublinhou Francisco Ceia.
“Não posso falar sobre o livro, cada pessoa é que pode falar sobre ele. Para mim escrever o livro foi uma emoção, um sorriso, uma gargalhada, uma lágrima” – referiu.
Este livro para mim é como o amor, não se explica
Francisco Ceia, recordou que com esta apresentação do seu livro, na SFAL, esta era a 49ª iniciativa, onde partilhou – “com pessoas diferentes, a falarem sobre o livro, com olhares diferentes”.
“Este livro para mim é como o amor, não se explica” – sublinhou.
Salientou alguns aspectos do seu livro e, alertou que, tal como nas suas páginas pode sentir-se como “nos campos de exterminação nazi as pessoas aguentaram com resignação”, estas são páginas que espelham essas memórias, as quais permitem avaliar até onde – “o ser humano aguenta, pensando sempre: ainda não chegou a minha vez”.
“É esse tempo que estamos a viver, nos dias de hoje, de uma forma subtil, são tempos de seda, são esses tempos que estamos a viver, o tempo de cortar, agora é cortar, e aguenta, aguenta” – referiu Francisco Ceia.
Este livro é a canção mais extensa que escrevi
Francisco Ceia, sentia-se nas suas palavras que estava emocionado, cantou a «Bicicleta Cor de Rosa», cantou José Afonso. Referiu a importância da vida associativa. Evocou memórias de sua vida e a importância da relação que manteve com o seu pai, contando estórias, emocionado e com as lágrimas a rasgar as «janelas» do seu rosto.
“Este livro é a canção mais extensa que escrevi” – sublinhou.
Um livro que desassossega
“Cada uma das XXI janelas do «Jogo de janelas» é um acto de uma peça de teatro, uma tela de ternura, uma fotografia, um registo de cores e dores, deste país que nós somos, desta Ibéria onde estamos geminados, desta Europa, que funde a nossa matriz cultural e deste momento – este tempo que todos vivemos, onde sofremos, sorrimos e sonhamos.” – salientou António Sousa Pereira, na apresentação do livro.
“O livro de Francisco Ceia não é para ler de uma vez só, não é um romance, nem é uma telenovela, sendo tudo isso, não é nada disso – é um livro que desassossega, que nos obriga a pensar por dentro das palavras e sentir a força das palavras” - acrescentou.
BREVE REGISTO
A sessão começou e encerrou com a participação do Grupo Coral Alentejano «Unidos do Lavradio», que de forma brilhante trouxeram o cante alentejano para dar vida a uma tarde, onde o Alentejo esteve no coração de todos que viveram este encontro com as palavras e os sons.
Voltar ao Barreiro e reencontrar amigos
Francisco Ceia, recordou que viveu no Barreiro doze anos, terra que lhe inspirou o seu disco «Bicicleta Cor de Rosa», expressou a alegria de voltar ao Barreiro e reencontrar amigos.
Referiu que um dia sentou-se para “escrever mais uma canção, não me sentei e disse: vou escrever um livro”.
“Vou escrever uma canção indignado. Ficou mais extensa. Podia ser uma peça de teatro. Podia ser um musical. Podia ser uma opereta” – salientou.
Lamentou que , por um acaso, ter apagado cinco das páginas escritas. “Não sabem a dor que eu senti. Parei o trabalho por mais de um ano” – referiu.
Para mim escrever o livro foi uma emoção
Recordou que, tempos depois, um dia, a sua filha perguntou-lhe:”Quando acabas o livro?”. Foi então que decidiu – “pegar nos pinceis e voltar à tela”.
“Por vezes, as adversidades ensinam que quando aparecem são para as ultrapassarmos” – sublinhou Francisco Ceia.
“Não posso falar sobre o livro, cada pessoa é que pode falar sobre ele. Para mim escrever o livro foi uma emoção, um sorriso, uma gargalhada, uma lágrima” – referiu.
Este livro para mim é como o amor, não se explica
Francisco Ceia, recordou que com esta apresentação do seu livro, na SFAL, esta era a 49ª iniciativa, onde partilhou – “com pessoas diferentes, a falarem sobre o livro, com olhares diferentes”.
“Este livro para mim é como o amor, não se explica” – sublinhou.
Salientou alguns aspectos do seu livro e, alertou que, tal como nas suas páginas pode sentir-se como “nos campos de exterminação nazi as pessoas aguentaram com resignação”, estas são páginas que espelham essas memórias, as quais permitem avaliar até onde – “o ser humano aguenta, pensando sempre: ainda não chegou a minha vez”.
“É esse tempo que estamos a viver, nos dias de hoje, de uma forma subtil, são tempos de seda, são esses tempos que estamos a viver, o tempo de cortar, agora é cortar, e aguenta, aguenta” – referiu Francisco Ceia.
Este livro é a canção mais extensa que escrevi
Francisco Ceia, sentia-se nas suas palavras que estava emocionado, cantou a «Bicicleta Cor de Rosa», cantou José Afonso. Referiu a importância da vida associativa. Evocou memórias de sua vida e a importância da relação que manteve com o seu pai, contando estórias, emocionado e com as lágrimas a rasgar as «janelas» do seu rosto.
“Este livro é a canção mais extensa que escrevi” – sublinhou.
Um livro que desassossega
“Cada uma das XXI janelas do «Jogo de janelas» é um acto de uma peça de teatro, uma tela de ternura, uma fotografia, um registo de cores e dores, deste país que nós somos, desta Ibéria onde estamos geminados, desta Europa, que funde a nossa matriz cultural e deste momento – este tempo que todos vivemos, onde sofremos, sorrimos e sonhamos.” – salientou António Sousa Pereira, na apresentação do livro.
“O livro de Francisco Ceia não é para ler de uma vez só, não é um romance, nem é uma telenovela, sendo tudo isso, não é nada disso – é um livro que desassossega, que nos obriga a pensar por dentro das palavras e sentir a força das palavras” - acrescentou.
BREVE REGISTO













