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Perspectivas

Na abertura Mostra de Teatro do Lavradio/SFAL – BarreiroUm encontro com Luciano Barata uma vida construída em «luta contra a alienação»

. “Para mim Luciano é o Mestre» - afirmou Filipa Domingos

. Um nome inscrito na história do teatro do concelho do Barreiro

O homem e a obra. O teatro, a poesia e a canção, o debate e confronto de conceitos e olhares sobre a vida, a recordar as jornadas de «Canto Livre» que deram vida a muitas animações sócio-culturais das colectividades, foi o sentimento que marcou a sessão de abertura da 14ª Mostra de Teatro do Lavradio/SFAL, cujo tema central foi a apresentação do livro «De súbito a Memória», de Luciano Barata.

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Na abertura Mostra de Teatro do Lavradio/SFAL – Barreiro Um encontro com Luciano Barata uma vida construída em «luta contra a alienação»

Por Jornal Rostos

A apresentação do livro «De súbito a Memória», de Luciano Barata, hoje, no Salão D. José Carcomo Lobo, na SFAL – Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense, marcou a abertura da 14ª Mostra de Teatro do Lavradio/SFAL, que vai realizar-se durante o Mês de Novembro.

“Para mim Luciano é o Mestre»

Uma sessão animada, com poesia, e muita emoção, onde os presentes partilharam com Luciano Barata a sua amizade e as experiências de vida.
José Brito, sublinhou que Luciano Barata, com a sua actividade – “tem uma obra vasta longa e de muita categoria”.
“É difícil fazer teatro com Luciano Barata, porque ele é muito exigente, mas é sempre muito gratificante” – sublinhou.
Filipa Domingos, sublinhou a sua amizade por Luciano Barata, recordou que ao longo da sua relação de actriz com o encenador, foi sempre um tempo de aprendizagem – “Para mim Luciano é o Mestre”.

Uma vida que foi construída em luta contra a alienação

Maria João Quaresma, salientou que o livro de Luciano Barata – “é um livro precioso do ponto de vista da preservação do nosso património imaterial”.
Referiu que o livro é o retrato de uma vida que foi construída em “luta contra a alienação”.
Lisa Maria, que deliciou os presentes com a «canoa do Tejo», recordou que foi Luciano Barata, que, hoje, “estou aqui a cantar” e afirmou a sua amizade e carinho pelo homem que “teatralizou” a sua vida, no espectáculo que dá força ao seu amor à vida.

Escreveu sobre o que adora na vida dele

Risa Dias, salientou que Luciano Barata ao escrever este livro – “escreveu sobre o que adora na vida dele – é o teatro. Ele vive para isto”.
Referiu que o livro também tem a poesia – “que ele escreve com muito nível”.
“Quem o conhece sabe bem que ele é uma pessoa solidária, um amigo do seu amigo, e sempre que pode ajuda as pessoas” – sublinhou, acrescentando que pela sua própria experiência de vida – “tenho pena de não escrever um livro assim”.

Criou coisas bonitas com abnegação e dedicação

Artur Martins, evocou memórias dos anos 80, quando com Luciano Barata, num Congresso de Teatro de Amadores, abriram as portas a um novo olhar sobre a vida teatral e o seu papel na comunidade.
Raul Ferrão, sublinhou que o livro «De súbito a memória» “expôs as memórias de Luciano Barata e as memórias de muita gente”, acrescentando que estas memórias são um exemplo de que usou “o teatro para benefícios sociais» e a prova de quem “criou coisas bonitas com abnegação e dedicação”.

Este livro é uma fotobiografia

Luciano Barata, recordou que “não sou escritor” e sublinhou que este livro é “uma fotobiografia” – “isto sou eu”, recordou o seu percurso de vida, a sua paixão e entrega ao teatro – “eu sou só faço o que quero fazer, digam o que disserem, atingi o meu patamar, e isso tem o meu tamanho”.
“Eu sou do tamanho que tenho e outros serão do nível que são” – sublinhou.
Referiu a importância que atribui ao conceito de teatro, afirmando que não há teatro amador ou teatro profissional- “há teatro”.

Um nome inscrito na história do teatro

António Sousa Pereira, agradeceu a Luciano Barata, ter aceite o convite e ter honrado a SFAL ao marcar a abertura da 14ª Mostra de Teatro do Lavradio, com a apresentação do seu livro, um registo de memórias, de um homem cuja vida se escreve com a sua paixão ao teatro.
Salientou que Luciano Barata é um nome inscrito na história da colectividade e na história do teatro do concelho do Barreiro.
No final, sublinhou que, pelos momentos vividos, na sessão, proporcionados pelo livro de Luciano Barata e pelas memórias evocadas, a recordar os tempos dos «Cantos Livres» : “Luciano Barata é um exemplo de vida que demonstra que vale a pena lutar, vale a pena sonhar e chegar aqui. Obrigado Luciano!”

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