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Em reunião da Câmara Municipal do BarreiroAprovado voto de pesar em memória de Jorge de Mello

. Presidente enviou condolências no dia do falecimento

O Voto de pesar em memória de Jorge de Mello, foi ontem, aprovado na reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, com os votos favoráveis do vereadores socialistas e do vereador social democrata, tendo os vereadores da CDU optado pela abstenção.

“Temos também a consciência que o voto é aprovado com a nossa abstenção” – sublinhou Carlos Humberto, presidente da Câmara, referindo não votava “favoravelmente” devido ao “conteúdo politico.
“O Barreiro não pode ser um Museu do Marxismo” – afirmou Luis Ferreira, vereado eleito pelo PS.

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Em reunião da Câmara Municipal do Barreiro Aprovado voto de pesar em memória de Jorge de Mello

Por Jornal Rostos

Na reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, realizada ontem à tarde, nas instalações do Sporting Clube Lavradiense, Marcelo Moniz, vereador eleito pelo PS, apresentou um Voto de Pesar em memória de Jorge de Mello, empresário que dirigiu as fábricas do Grupo CUF no Barreiro e marcou a vida do país no século XX.

Presidente endereçou condolências à familia

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que no dia do falecimento endereçou as condolências à família de Jorge de Mello, que não marcou presença no velório, por razões que o impediram, mas fez-se representar pelo Chefe de Gabinete e em nome da Câmara Municipal do Barreiro foi entregue uma coroa de flores.

Nunca votámos contra nenhum voto de pesar

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que na sua presidência, em reuniões de Câmara, “nunca votámos contra nenhum voto de pesar”.
Referiu que não iria votar “favoravelmente” devido ao “conteúdo politico” do voto de pesar que “não é apenas factual” mas faz “apreciação politica”.
“Não me permite votar favoravelmente” – referiu, salientando que não tinha nada de pessoal – “é uma posição que tomo com pesar”.
“Não estamos em condições de votar favoravelmente este voto de pesar” – salientou.

É verdade tudo o que aqui está

Marcelo Moniz, questionou sobre quais os factos que “não concorda”, salientando que – “é verdade tudo o que aqui está”.
Bruno Vitorino, PSD, salientou – “não percebo a posição do Senhor Presidente” e interrogou se o voto da CDU era contra, acrescentando – “é que o voto de pesar vai ter o meu voto favorável”.

Diferenças não é feita na discussão de um Voto de Pesar

Carlos Humberto, apelou para que não se continuasse com o debate “por razões que têm a ver com o futuro do Barreiro”.
Referiu que o voto de pesar tem “posição de conteúdo politico”, acrescentando que “o papel individual é importantíssimo”, mas “sem o papel do conjunto”, então “não havia CUF”.
Recordou as diferenças de características do PS, do PSD e da CDU, salientando que – “a afirmação das diferenças” não é feita na discussão de um Voto de Pesar.
O autarca afirmou que a posição da CDU seria a abstenção, viabilizando a aprovação do Voto de Pesar.

PS não está a fazer aproveitamento politico

Marcelo Moniz, referiu que – “este documento não é um documento politico” e sublinhou o papel de Jorge Mello e do Grupo CUF no Barreiro.
“É um voto de pesar” – referiu, acrescentando que – “o PS não está a fazer aproveitamento politico, Jorge de Mello nunca foi do PS”.

Barreiro não pode ser um Museu do Marxismo

Luis Ferreira, PS, afirmou que considerava “gravíssimo” que um documento “desta natureza, não seja aprovado por unanimidade”.
Referindo que o papel do empresário “não pode ser apagado, por pseudo divergências politicas”.
“O Barreiro não pode ser um Museu do Marxismo” – afirmou, acrescentando que “esta cidade não é uma cidade plural”.
“Apagara a história é errado. Não podemos apagar a biografia de um homem” – referiu.

Temos a consciência que o voto é aprovado

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, dirigindo-se a Luis Ferreira, sublinhou que a prova que o documento tinha conteúdo politico – “é a sua intervenção”.
O autarca salientou que vota favoravelmente um voto de pesar, com outro conteúdo – “com outro texto”.
“Temos também a consciência que o voto é aprovado com a nossa abstenção” – sublinhou.
“O que se diz e o que não se diz tem conteúdo politico. A pluralidade de opinião não existe só quando estamos de acordo com o PS” – referiu.
O Voto de pesar foi aprovado com os votos favoráveis do vereadores socialistas e do vereador social democrata, tendo os vereadores da CDU optado pela abstenção.

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