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Perspectivas

Joaquim Pessoa assinala no Barreiro 30 de anos de «Fly»No Fly é «o homem que regressa à memória da criança»

Joaquim Pessoa, o poeta que escreveu – “Lisboa, meu amor”, salientou, ontem à tarde, na Biblioteca Municipal do Barreiro, no decorrer do lançamento da "edição de luxo" comemorativa dos 30 anos de Fly, que tinha que “escrever – Lisboa meu amor, sobre o Barreiro, não é preciso, porque isso toda a gente já sabe”.
O poeta sublinhou que “toda a história de Fly são memórias de criança”, este livro referiu é – “um conto que não chega a ser conto, um poema que não chega a ser poema”.

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Joaquim Pessoa assinala no Barreiro 30 de anos de «Fly» No Fly é «o homem que regressa à memória da criança»

Por Jornal Rostos

No Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, ontem à tarde, realizou-se o lançamento da edição comemorativa do 30º aniversário do livro “FLY”, de Joaquim Pessoa
Um a obra com ilustrações de João Concha e a introdução crítica de Teresa Sá Couto (crítica literária e ensaísta).

Um barreirense que muito nos honra

A sessão foi aberta por Sofia Martins, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, que afirmou ser Joaquim Pessoa – “um barreirense que muito nos honra” e expressou a gratidão da autarquia por, hoje, no Barreiro, após 30 anos, de novo, ser divulgada a obra do poeta – “um filho da casa”, que “nestes dias negros”, mantém a sua actvidade das palavras para nos dar - “coragem nos nossos momentos de muitos combates que temos neste s dias”.
Teresa Adália, Editora, salientou o carinho e o bom acolhimento da Biblioteca Municipal do Barreiro, para receber o lançamento de uma obra que, hoje, uma edição de luxo, dá sentido e é a prova que a mesma tenha – “voado durante 30 anos”.

Fly é um livro sagrado

Teresa Sá fez a apresentação da obra, sublinhando que “Fly é um dos partos mais belos da literatura portuguesa”, um texto “eufórico e disfórico”, escrito por “um sujeito endiabrado”.
“Fly é um livro sagrado” – sublinhou que “ancora-se em água e vento” e na “errância humana e criadora”.
Uma obra onde”um homem que transforma as mãos” numa “realização poética” que é “um espaço de Liberdade”.
“O homem que nasce trazendo com ele a sua casa – a memória” – referiu Teresa Sá Couto.

Grito que transmuta a dor no prazer estético

“Em Fly o tempo é herói e mendigo” – salientou a critica literária.
Uma obra que afirmou é marcada por “um devir fascinante pleno de modernidade”.
Um obra poética onde o “poema será passáro verde ou passáro azul que não sabe fugir do seu voo” e também que é “o grito que transmuta a dor no prazer estético”.
“Obrigado à loucura do poeta Joaquim Pessoa” – sublinhou.

Um poeta, um amigo um irmão

No decorrer da sessão que visou comemorar e recordar o lançamento da obra, há 30 anos, que então, também, ocorreu na Biblioteca Municipal do Barreiro, foi um momento cultural único, com os textos-poemas de Fly, declamados por Jorge Brandão, Artur Santos e Paulo Campos.
O cantor Carlos Mendes proporcionou um momento musical, recordando que Joaquim Pessoa é – “um poeta, um amigo um irmão”, recordando memórias de vivências partilhadas que forjam e consolidam uma forte amizade, que se estende para além das vivências próprias da actividade artística e cultural.
Carlos Mendes deliciou os presentes com as canções como: «Amor Combate», «Ruas de Lisboa» - “aquela que mais exprime a nossa parceria” e «Amélia dos olhos doces».
“As palavras que ele me entregava já traziam uma musicalidade” – salientou Carlos Mendes.

Um enorme conto de infância

Joaquim Pessoa, o poeta que escreveu – “Lisboa, meu amor”, salientou que tinha que “escrever – Lisboa meu amor, sobre o Barreiro, não é preciso, porque isso toda a gente já sabe”.
O poeta salientou que “toda a história de Fly são memórias de criança”, este livro referiu é – “um conto que não chega a ser conto, um poema que não chega a ser poema”.
“É para mim mesmo um enorme conto de infância” – sublinhou, uma obra onde evocava a casa, o charco de água, o cão – “uma visão de uma criança perante um mundo que era muito maior do que ele”, num tempo onde – “a noção de tempo e espaço era muito maior”.
No Fly referiu é – “o homem que regressa à memória da criança”.
O poeta referiu este é um livro que – “continuo a gostar muito, e que me orgulho de o ter escrito”.

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