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Perspectivas

Das 271 associações existentes no concelho do Seixal 40% foram criadas no século XXIreferido no Congresso Trabalho e Movimento Operário» - Barreiro

No decorrer do «Congresso Trabalho e Movimento Operário», numa intervenção da responsabilidade de Nuno Nunes e Cristina Fernandes, foi sublinhado que “o associativismo é barómetro da dinâmica social”, dado que é um fenómeno que contribui para avaliar o “crescimento urbano”, os “modos de vida” e as “formas culturais”.

Das associações existentes no concelho do Seixal 38% são associações de cultura, recreio e desporto e 12% no âmbito da solidariedade social.

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Das 271 associações existentes no concelho do Seixal 40% foram criadas no século XXI referido no Congresso Trabalho e Movimento Operário» - Barreiro

Por Jornal Rostos

No decorrer do «Congresso Trabalho e Movimento Operário», no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro, foi efectuada uma intervenção da responsabilidade de Nuno Nunes e Cristina Fernandes, tendo como tema: “Campos de acção colectiva e associativismo no concelho do Seixal – explorações sociológicas”.

Estudo do associativismo num concelho industrializado

Nuno Nunes, salientou que o trabalho deve ser enquadrado nesse contexto de «explorações sociológicas», como contributo para o «desenvolvimento de uma sociologia que compreenda as relações entre as classes sociais e os actores colectivos», numa abordagem “às classes sociais e as suas capacidades organizacionais”, assim como “as consequências do processo de industrialização da margem sul do Tejo”, partindo do “estudo do associativismo num concelho industrializado”.

Associativismo é barómetro da dinâmica social

O investigado referiu que um dos objectivos era estabelecer era analisar a dimensão do associativismo ao nível local, regional e nacional, procurando ter uma visão da dimensão social actual do associativismo em Portugal.
“O associativismo é barómetro da dinâmica social” – sublinhou Nuno Nunes, dado que é um fenómeno que contribui para avaliar o “crescimento urbano”, os “modos de vida” e as “formas culturais”.
Na sua opinião o concelho do Seixal “é um bom exemplo”, pode considerar-se “um caso de estudo”, quer pela importância do”associativismo germinado no movimento operário e com a industrialização”, que após a Revolução de 1974.

40% foram criadas no século XXI

Sublinhou, Nuno Nunes, que das 271 associações que existem actuamente no concelho do Seixal – 18,1% são de utilidade pública; 36,2% têm web site.
São associações de uma grande diversidade, existindo 16 tipos de associações, distribuídas por todas as freguesias do concelho.
Destas 38% são associações de cultura, recreio e desporto e 12% no âmbito da solidariedade social.
A associação mais antiga foi fundada em 1848 – Timbre Seixalense, a segunda foi fundada em 1872 a Sociedade Arrentelense.
Das associações existentes no concelho do Seixal, salientou que – “40% foram criadas no século XXI”.

As colectividades estão a sobreviver

No debate, foi referido que as formas de intervenção das associações nos tempos actuais são diferentes de antes do 25 de Abril – “a actualidade é uma questão complexa” porque – “as colectividades estão a sobreviver”.
“Têm intervenção cultural, social e sócio-politica, mas é diferente dos tempos do fascismo” – referiu Nuno Nunes, acrescentando que as características da actual intervenção – “enquadram-se na tradição, não há ruptura”.

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