Numa iniciativa da Associação «Grupo dos Amigos do Barreiro Velho»«Enterro do Bacalhau» animou as ruas da cidade com um «Não à Troika!»

Por Jornal Rostos
"Tradições são tradições e, na maior parte dos casos, manifestações da nossa peculiar cultura de anos e anos de existência" - sublinha a Associação “Grupo dos Amigos do Barreiro Velho”.
Por essa razão, mais uma vez, para manter vivas as tradições, foi celebrado o «Enterro do Bacalhau, para alguns Enterro do Entrudo».
Em nota que foi distribuida, ao longo do percurso, a Associação “Grupo dos Amigos do Barreiro Velho”, recorda que a tradição do «Enterro do Bacalhau» remonta ao século XVI.
Refere-se que o Concilio de Trento levou através da Inquisição combateu as heresias. A Igreja proibia o consumo total de carne, durante a Quaresma, abrindo o precedente a todos aqueles que comprassem a bula.
Este indulto só servia os mais abastados, que podiam pagar, enquanto os desfavorecidos teriam de recorrer de peixe na sua alimentação, sendo o mais acessível o bacalhau, que era o salvador do lar dos pobres.
O povo revoltou-se contra esta determinação, mas teve de abdicar, criando, como expressão da sua revolta esta festividade pagã - o «Enterro do Bacalhau».
Ontem à noite, as ruas do centro da cidade do Barreiro e do Barreiro Velho reviveram esta tradição, e, agora, o protesto estava bem explicito: «Não à Troika!»
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