Cardoso Ferreira, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de SetúbalVivemos um tempo que lança –«muita gente à beira de necessidades primárias»

Por Jornal Rostos
Cardoso Ferreira, salientou que as 400 Misericórdias que existem em Portugal, são “pilares essenciais” neste tempo “que lança muita gente à beira de necessidades primárias”.
Referiu que um acto de tomada de posse de novos órgãos sociais é - “um testemunho” de “um renascimento”, demonstrando que continuam a existir homens – “que asseguram esta missão importante de apoio aos mais desfavorecidos da sociedade”.
“O papel das Misericórdias tem-se acentuado”, disse.
Papel cada vez mais visível na sociedade portuguesa
O representante do Secretariado Nacional das Misericórdias sublinhou que as Misericórdias têm – “um papel cada vez mais visível na sociedade portuguesa” ao nível da acção social e, agora, na área da saúde.
Recordou que antes do 25 de Abril a rede hospitalar no país era da responsabilidade das Misericórdias, porque – “fazem mais, com menos”.
Cardoso Ferreira, salientou que as Misericórdias “vivem com dificuldades, face ao aumento de solicitações” e os seus recursos cada vez são mais “escassos”, perante “o papel relevante” e pujante que desempenham no sector social.
“O Estado paga às Misericórdias os serviços que o Estado devia prestar” – sublinhou.
Misericórdias são equipamentos âncora
O representante do Secretariado Nacional das Misericórdias sublinhou o contributo das Misericórdias na vida das comunidades locais, que, disse, “são garante de emprego estável” e dinamizadoras de “relações comerciais”.
“As Santa Casas de Misericórdia são equipamentos âncora em relação às dificuldades existentes em muitos pontos do país”, sublinhou.
Recordou que ao nível nacional as Misericórdias assumem um papel relevante ao nível do sector da economia social.














