Barreiro - Papel integrador do associativismo«Os meus pais ensinaram-me uma grande riqueza esta de viver a Colectividade»
“O 31 de Janeiro é a minha segunda casa, desde 2003 que vim viver para o Barreiro, sempre fui muito bem acolhida neste clube” – sublinhou.

Por Jornal Rostos
Um dia escrevi, a propósito do papel do associativismo no concelho do Barreiro, a sua importância e papel enquanto «porta» que se abre para integrar os que chegam vindos de muitos lados.
Foi o que aconteceu comigo. Integrei-me na vida da comunidade pelas portas da vida associativa. E, talvez, por sentir essa divida de gratidão para com o associativismo, sempre me disponibilizei para dar de forma voluntária a minha colaboração. Foi o que fiz durante décadas enquanto dirigente associativo e cooperativo. Na SFAL ou na Cooperativa Pioneiros do Lavradio, depois PLURICOOP.
E quando olho para trás, sinto um grande orgulho pessoal pelo contributo activo que dei, através do qual, sei, senti o desenvolvimento e as transformações da vida local. E isso vale muito no coração e na mente. Dá muita alegria e energia.
Afinal, é essa gratidão de ver na colectividade uma segunda casa, partilhada, com muitas amizades, que faz superar as angústias e os lados negativos que também existem na vida associativa. Ou seja o reverso – a ingratidão e as calúnias.
Importância e papel do associativismo na comunidade
Hoje, à tarde, estava assistir à sessão solene evocativa do 83º aniversário do Clube Dramático de Instrução e Recreio 31 de Janeiro «Os Celtas» e, houve um momento que ali foi vivido que quero aqui registar.
Foi um momento que merece um destaque, pela sua carga emotiva e pelo seu significado sobre a importância e papel do associativismo na comunidade. Essa dinâmica integradora, essa dinâmica de sociabilidade.
Entro aqui e sinto que estou em casa
Não registei os nomes das duas jovens, nem sequer de sua mãe. Pelo que foi dito os pais são da Moldávia. As filhas já nasceram em Portugal e portanto são portuguesas.
A primeira jovem, com um grande sorriso, afirmou: “Tinha 3 ou 4 anos quando fiz a minha primeira actuação aqui no 31 de Janeiro. Por isso, entro aqui e sinto que estou em casa”.
Sentia-se a emoção nas suas palavras.
A segunda jovem referiu . “Os meus pais ensinaram-me uma grande riqueza esta de viver a Colectividade”.
“Quero sempre manter esta relação que eles me ensinaram a ter com o 31 de Janeiro”- acrescentou.
Uma riqueza cultural com séculos
A mãe, começou por comentar: “Pela minha pronúncia podem verificar que nós não somos de cá. Mas, elas são portuguesas”.
Depois, com a plena consciência da importância e papel do associativismo na vida da comunidade, sublinhou – “o povo português tem uma riqueza cultural com séculos”, que se traduzia nas vivências das colectividades.
“O povo português é muito acolhedor” – salientou.
Recordou que quando chegou ao Barreiro, no ano 2003, foram as portas de uma Colectividade que a integraram na vida local.
“O 31 de Janeiro é a minha segunda casa, desde 2003 que vim viver para o Barreiro, sempre fui muito bem acolhida neste clube” – sublinhou.
Nunca nos iremos esquecer” – acrescentou.
Depois, deixaram ofertas e um desafio, que se organize um passeio de barreirenses até à Moldávia.
“Temos que fazer esta viagem” – disse.
As colectividades são lugar de memória que dão força ao futuro
Fica este registo. e Este sentimento real, que, ontem como hoje, o associativismo continua a ser uma porta que se abre, por vezes a primeira porta, na descoberta de uma nova vida e na construção de uma nova família.
Eu devo isso ao associativismo barreirense, ali, à velhinha SFAL.
E, hoje, à tarde, na sessão solene do 31 de Janeiro, aquela Colectividade onde, escrevi a minha primeira reportagem sobre os Jogos Juvenis do Barreiro, para o jornal «República», antes do 25 de Abril . Era ali que decorriam os jogos de futebol, andebol e basquetebol.
Sim, hoje à tarde, senti nas palavras das jovens portuguesas e sua mão Moldava como o associativismo, quando se inscreve no coração, é uma energia humanista e fortalece a nossa forma de sentir e olhar o mundo.
Afinal, é isso, as colectividades são lugar de memória que dão força ao futuro
Obrigado, pela vossa emocionante intervenção.
António Sousa Pereira
BREVES REGISTO
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CANTAR OS PARABENS
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