Eduardo Morais colocou o Barreiro no seu coraçãoDocumentário é uma paixão pelo Barreiro que se juntou à paixão Barreiro Rocks
Um documentário, como referiu Eduardo Morais – “foi feito por quem não conhecia a história do festival e permitiu ficar a conhecer a sua história”.

Por Jornal Rostos
O documentário de Eduardo Morais “Barreiro Rocks – documentário” conta a história e as peripécias de um festival, hoje com reconhecimento internacional, que foi crescendo ao longo dos anos, fruto da paixão de um grupo de jovens barreirenses que vivem e sentem o rock, por dentro de experiências de vida.
O Barreiro Rocks assinala este ano 15 anos. Um evento produzido pela Hey, Pachuco – associação cultural.
O festival recebeu este ano o selo EFFE - Europe for Festivals - Festivals for Europe.
O documentário de Eduardo Morais proporciona uma viagem pelas memórias do Festival, da sua génese até aos dias de hoje, ligando o festival às vivências da cultura barreirense e do modo de estar e sentir o Barreiro na sua multiculturalidade.
Um documentário, como referiu Eduardo Morais – “foi feito por quem não conhecia a história do festival e permitiu ficar a conhecer a sua história”.
São memórias contadas por Carlos Ramos e outros membros da Hey Pachuco, em palavras que mergulham por dentro do tempo e legam aos vindouros as emoções, as recordações e as dinâmicas de quem tem um sonho, acredita nele e nunca desiste de o concretizar, mesmo perante adversidades.
Ficamos a saber que o «Pachuc fest» transformou-se em Barreiro Rocks e, esta mudança, não sendo decisiva para ligar o Barreiro ao rock, porque essa história, estende-se aos anos 70, foi importante para dar um contributo na criação da marca «Barreiro», como espaço da área metropolitana de Lisboa, como é sublinhado no documentário, os talentos emergem em diversas áreas de actividade.
O documentário está espectacular. É um bom contributo para valorizar e promover a imagem do concelho na região, no país e no mundo.
E, para quem conhece e sente o Barreiro, é um estímulo para aprender a gostar e amar mais esta terra, de criativos e sonhadores.
No final do filme dei os parabéns a Eduardo Morais, disse-lhe isto mesmo: “Parabéns, o documentário está espectacular!”.
Numa conversa, de circunstância, ali, enquanto aguardávamos a continuação das emoções da noite, como Crooner Vieira – que também faz parte da história do Barreiro Rocks – dizia para Augusto Sousa, da Ruma: “É isto. O Barreiro é isto, uma sucessão de projectos que vivem e resistem pela vontade de pessoas apaixonadas pelo que fazem. Seria importante, um dia, que se juntassem todas estas energias numa cooperação estratégica. São muitas coisas boas que juntas seriam uma muito grande coisa - Barreiro”.
Os Armazéns 23/25, Rua 48, da Baía do Tejo, começam a ser um ponto de encontro e de referência para os amantes do rock. Ali, nos eventos que têm sido realizados, ocorrem muitos barreirenses e muitas pessoas da AML.
Eduardo Morais, com o apoio exclusivo da Baía do Tejo – Parques Empresariais, realizou este documentário sobre os 15 anos de festival, tendo sido acolhido pelo festival, nos últimos meses, numa residência artística.
Foram dias de descoberta desta margem, das suas acessibilidades, das suas gentes, do seu associativismo, das suas realidades sócio-culturais e conflitualidades, que emergem no documentário bem tecidas e sem crispações ou procura de culpas e culpados.
Um documentário por dentro da vida. É uma história de vida e de vidas. É um retrato de memórias.
Gostámos de ver que a imprensa regional mereceu um registo nas imagens de Eduardo Morais, quer o jornal «Rostos», quer o «Jornal do Barreiro», lá estão, fazem parte das memórias do Barreiro Rocks.
Um documentário que demonstra a criatividade de quem cria, com poucos recursos, faz, mas faz, faz sempre, porque aquilo que é feito, nasce no coração e num saber feito de saber feito, com muita paixão.
Afinal, a mesma paixão que sentimos está colocada na montagem do documentário – de alguém que chegou, viveu e se apaixonou, tal, como alguém referia no documentário : no Barreiro a gente chega lá com cinco amigos e regressa de lá com 20.
Eduardo Morais, chegou, residiu e colocou o Barreiro no seu coração. É isso que se sente no seu documentário. Uma paixão pelo barreiro que se juntou à paixão do Barreiro Rocks.
Refira-se que o ano passado no festival foi projectado o documentário «Uivo», de Eduardo Morais.
O Barreiro Rocks, de este ano, está a chegar, vau realizar-se entre 4 e 6 de Dezembro, no Grupo Desportivo Ferroviários, na Escola Conde Ferreira e na ADAO – Associação Desenvolvimento Artes e Ofícios.
Este é um ano especial- o festival comemora o seu 15º aniversário! E, desde já, um aniversário marcado por este brilhante documentário que nos faz sentir a força da história e suas memórias como raízes que constroem o presente e o futuro do Barreiro Rocks.
S.P.
BREVE REGISTO
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