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Barreiro - Assinatura de Contrato-Promessade Compra e Venda da Quinta do Braamcamp

. A compra será pelo pelo valor de 2 milhões e 900 mil euros

A Câmara Municipal do Barreiro vai realizar a assinatura do Contrato-Promessa de Compra e Venda da Quinta do Braamcamp, no próximo dia 8 de fevereiro, pelas 17h00, na Sala de Sessões dos Paços do Concelho.

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Barreiro - Assinatura de Contrato-Promessa de Compra e Venda da Quinta do Braamcamp

Por Jornal Rostos

Recorde-se que a compra da Quinta Braamcamp, foi aprovada, por unanimidade, numa reunião pública da autarquia realizada no dia 11 de Novembro de 2015.
A compra será pelo pelo valor de 2 milhões e 900 mil euros.
A compra da Quinta de Braamcamp, foi sublinhado na altura, insere-se na estratégia de aproximação da cidade aos rios e proporcionar à população o acesso a zonas de lazer na proximidade do Tejo.

Quinta Braamcamp

Único complexo rural em plena cidade do Barreiro, cuja atividade cessou recentemente. Era composto inicialmente por casa de habitação, armazéns, moinho de vento e de maré e terras de cultivo.
É atualmente propriedade do Millenium BCP, após processo de insolvência da Sociedade Nacional de Cortiças. Conserva ainda a antiga casa solarenga (século XIX), instalações agrícolas e um moinho de maré.

De acordo com o Guia Documental da Casa Reynolds / Sociedade Nacional de Cortiças, editado pelo Espaço Memória - Arquivo Municipal do Barreiro | CMB, “A história do fabrico de cortiça na Quinta Braamcamp iniciou-se em 1882 quando os irmãos Reynolds arrendaram a Quinta Braamcamp de George Abraham Wheelhouse e sua mulher”.
“Em Março de 1883 Tomás Reynolds já vivia na Quinta Braamcamp e nesta data já era transformada cortiça na fábrica instalada na quinta. A maquinaria importada da Grã-Bretanha (da Baerlein e c.º em Manchester, que custou cerca de 123 mil libras), como caldeiras e bombas para o fabrico de pranchas, só chegou ao Barreiro no final de 1884, quando a fábrica está em plena laboração, inclusive com horário nocturno”.

O texto da deliberação aprovada em reunião privada da Câmara Municipal do Barreiro faz uma referência à obra “O Primo Basílio” de Eça de Queirós que descreve o local:

Comecemos pelo Primo Basílio.

Quando Sebastião, numa quente manhã de verão de finais do século XIX (por volta de 1878), acompanhou Jorge ao Barreiro e ao transporte que o levaria ao Alentejo, em trabalho, de visita às minas, foi junto a Alburrica que ambos desceram do vapor, fazendo a pé, pelo areal, o caminho até à Estação Ferroviária do Barreiro, início da Linha do Alentejo.
Ambos viram o conjunto moageiro de Alburrica, a praia, a Quinta do Braamcamp, o moinho de vento gigante do Barão do Sobral.
Ambos, seguramente, comentaram a beleza do local, o início da outra banda, a imponência dos moinhos, o desconforto da ligação entre o vapor e o comboio. (…)
O texto da deliberação remete para a atualidade: No coração deste território ficam os 21 hectares da Quinta do Braamcamp, hoje propriedade do Millennium BCP.
Um território que integra um moinho de maré e respetivo sistema de caldeiras, uma quinta e o espaço industrial da, hoje extinta, Sociedade Nacional de Cortiças.
Delimitado a norte pelo Rio Tejo, a poente pelo Bico do Mexilhoeiro, a nascente pela Escola Secundária Alfredo da Silva, e a sul pelas caldeiras dos moinhos Pequeno e Grande, e pela praia de Alburrica.

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