Criar condições para actividade piscatória com dignidade no Barreirosublinhou Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar
São mais de 60 pescadores que no Barreiro desenvolvem actividade, ao longo do ano pescam toneladas de peixe e muito do pescado é exportado para Espanha e França.
No decorrer da visita da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, os pescadores falaram da sua actividade e preocupações.
Ana Paula Vitorino, referiu a falta de condições de trabalho de muitos que exercem a sua actividade piscatória no Rio Tejo.

Por Jornal Rostos
Na conversa com a Ministra do Mar sublinharam que, pela inexistência de condições, as toneladas de peixe que resultam das suas fainas, é vendido noutras lotas e não é imputado como pescado no Barreiro.
Ninguém nos quer ouvir
Os pescadores sublinharam a importância da existência de uma rede de frio e a criação de condições para atracagem das suas embarcações.
“Não há ninguém que se sente para conversar com os pescadores. Ninguém nos quer ouvir”, disseram à Ministra do Mar.
“Era sentar para conversar e ver se existem soluções para os nossos problemas”, sublinharam os pescadores.
Mais de 60 pescadores
De referir que no concelho do Barreiro exercem actividade piscatória mais de 60 pescadores, uma actividade desenvolvida ao nível artesanal e familiar.
Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar, no decorrer da cerimónia de assinatura do Contrato de Concessão de Utilização da Doca Seca, entre a Câmara Municipal do Barreiro e a CP, expressou disponibilidade de – “criar aqui condições para que a actividade piscatória se faça com dignidade”.
Encontrar financiamentos
Ana Paula Vitorino, perspectivou o recurso a fundos do Mar 2020, numa acção conjunta da Câmara Municipal do Barreiro e APL, de forma a encontrar financiamentos que permitam a recuperação da zona da Doca Seca e criar condições para que se desenvolva a actividade piscatória e promover a venda do pescado sem recorrer a outras terras.
Pesca no Rio Tejo
A Ministra do Mar sublinhou a capacidade de luta pela sobrevivência dos pescadores do Tejo, referindo que a actividade piscatória no rio tem sido abandonada “pelas autoridades” e “não pelos pescadores”.
Referiu a falta de condições de trabalho de muitos que exercem a sua actividade piscatória no Rio Tejo.
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