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Sobre o 25 de abrilPor Ana Isabel Castro
Barreiro

Mas o que é ser livre? Ou melhor, o que é viver em liberdade? A verdade é que nunca me dediquei a descobrir o significado real dessa palavra, porque nunca precisei de lutar por ela.

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Sobre o 25 de abril Por Ana Isabel Castro Barreiro

Por Jornal Rostos

Oferecer uma flor a uma criança é tornar o mundo num lugar ainda mais reluzente e é semear o carinho que o seu coração bombeia. Há dias especiais em que as crianças recebem flores com significados que só mais tarde virão a entender. Hoje é um deles.
Comemora-se o 25 de Abril e ainda há muita gente antiga, com um olhar tão luminoso quanto o do brilho que transparece na face de qualquer criança do mundo, que anseia pela liberdade. Mas o que é ser livre? Ou melhor, o que é viver em liberdade? A verdade é que nunca me dediquei a descobrir o significado real dessa palavra, porque nunca precisei de lutar por ela. Acontece o mesmo com a vida… O que é viver? É simplesmente acordar todos os dias, manter os olhos abertos por umas horas e voltar a dormir? Eu não acredito nisso. Viver é ter a oportunidade de sentir cada instante e expressão, cada lágrima e cada sorriso. Agora que penso na minha definição de vida, reparo que não é possível viver se não formos livres, isto é, se não nos livrarmos do que não nos deixa viver…
Hoje, as ruas enchem-se de multidões envelhecidas e felizes, que seguram nos seus cravos e desvendam lágrimas de quem relembra o que é habitar um mundo sem que existam os valores da tolerância. Hoje, desfilam os adultos que procuram celebrar o poder da sua voz, exibindo os rostos de gratidão. Hoje são as crianças que recebem cravos e exprimem admiração, erguem sorrisos e recebem carinho, cantam e são acompanhados pelo alegre som de uma guitarra. Tudo porque, hoje, somos nós que fazemos a liberdade, ao querer apreciar as pequenas e grandes conquistas que a vida oferece.

Ana Isabel Castro

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