Plano de Urbanização de Almada Nascente«Não precisamos de virar a mesa em relação a esta matéria?»

Por Jornal Rostos
Joaquim Judas, sublinhou que o projecto de Almada não se limita aos cerca de 50 hectares da Margueira, envolve mais uma área de cerca de 100 hectares de Cacilhas e Cova da Piedade.
O autarca teceu comentários sobre a ausência de investimentos da Baía do Tejo nos territórios da Margueira – “a Margueira está fora dos investimentos da Baía do Tejo”.
“Esse é um problema que tem que ser clarificado”, disse.
Clarificação da propriedade daquele território
O presidente da Câmara Municipal de Almada referiu que a “viabilidade financeira do projecto” passa pela clarificação da “propriedade daquele território”.
Recordou que na recente promoção do território, numa Feira de Imobiliário, em França, foram colocadas questões pelos eventuais investidores, nomeadamente sobre “agilização de processo”, “retorno do investimento” e questões de fiscalidade.
Joaquim Judas usou uma metáfora para explicar a situação do projecto ´Cidade da Água’ em Almada – “temos um cofre, que tem um código, ao qual ninguém tem acesso”.
Este é o problema para implantação do plano.
Discordância com estratégia de venda em bloco
O autarca expressou a sua discordância com a “estratégia de venda em bloco” dos investimento projectados para o território da Margueira, dado que tal implica investimentos na ordem dos mil e quatrocentos milhões de euros.
Na sua opinião esta opção gera dificuldade na compra do projecto, defendendo a necessidade de um outra “orientação estratégica”.
Estamos na altura de saber o que se pretende?”
O autarca recordou que o Plano de Urbanização de Almada Nascente, ficou concluído no ano 2000, tendo sido aprovado em 2009.
Joaquim Judas interrogou – “Estamos na altura de saber o que se pretende?”
“Estamos a ser sinceros quando afirmamos que este território é fundamental na AML e para o país?”
“Não precisamos de virar a mesa em relação a esta matéria?” – questionou o edil.














