Barreiro - Exposição «Silêncio» de Ricardo Guerreiro Campos de SetúbalQuando a arte convida a criar «as próprias concepções e narrativas»
“Façam deambulações e criem as próprias concepções e narrativas”, disse Ricardo Guerreiro Campos .

Por Jornal Rostos
Ontem ao fim da tarde, o Auditório Municipal Augusto Cabrita, reabriu as suas portas, para mais uma época de intensa atividade.
Regina Janeiro, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, na sessão de abertura, marcada pela inauguração de duas exposições: - In.Verso, Esculturas de João C. Gomes e SILÊNCIO, de RICARDO GUERREIRO CAMPOS – salientou que o Auditório Municipal Augusto Cabrita – “é um espaço cultural de excelência”.
Criem as próprias concepções e narrativas
Ricardo Campos, autor da exposição «Silêncio», agradeceu a presença dos que marcaram presença na abertura e lançou o repto para que na visita aos trabalhos expostos “desfrutem” e possam “ler os sinais”.
“Façam deambulações e criem as próprias concepções e narrativas”, disse.
A exposição SILÊNCIO contou com a curadoria de Alexandra César, que considerou ser – “uma exposição ousada para este espaço”.
Família, solidão e silêncio
Ricardo Guerreiro Campos, vive e é natural de Setúbal, onde nasceu em 1992. Licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
A exposição «Silêncio», segundo Andreia César, é composta por um conjunto de obras – “ao compasso do desenho e da instalação, sobre três grandes temas: família, solidão e silêncio.
Um conjunto que – “convida à contemplação estética do carácter moroso e delicado de uma representação realista que referencia a fotografia e alvitra ainda à ponderação e ao questionamento sobre a proximidade e sobre as várias ligações dos seus conceitos nucleares”.
Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC)
De 10 setembro a 23 outubro
Piso 1 – Galeria Branca
. SILÊNCIO, uma exposição de RICARDO GUERREIRO CAMPOS, com curadoria de Andreia César | EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL
Silêncio intitula a exposição individual de Ricardo Guerreiro Campos, cujo conjunto de obras, ao compasso do desenho e da instalação, alinha sobre as conceções de família – a tenuidade dos laços genealógicos –, de solidão – o ser-se só no interior de um grupo –, da taciturnidade ou do discurso interrompido, e por fim, do monólogo – esse forte análogo à própria prática artística, onde narrativas silenciosas são relatadas diante um sem número de testemunhas.
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