Maria do Céu Cunha Rego no Barreiro“As mulheres trabalham três vezes mais que os homens»
Maria do Céu Cunha Rego, membro do Centro Interdisciplinar de Estudos de Género, ontem, no decorrer da Conferência com o tema - "Cuidar o Futuro", promovida pelo Serviço Social do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, sublinhou que – «as mulheres trabalham mais que os homens no mundo inteiro».

Por Jornal Rostos
Maria do Céu Cunha Rego, salientou a necessidade de – “equilibrar entre mulher e homem os custos de reprodução social”, porque este é um dos caminhos para – “cuidar do futuro”.
Recordou que – “as mulheres trabalham mais que o homem no mundo inteiro”.
Salientou Maria do Céu Cunha Rego que há «trabalho pago” e “cuidados não pagos”.
Referiu que – “41% do trabalho não remunerado, na sua maior parte é realizado em casa”, sendo esta situação permite concluir que – “a mulher trabalha três vezes mais que os homens” .
A gente nasceu com o adn de fazer sopa
Na sua intervenção, que o trabalho dos “cuidados não pagos” exercido particularmente pela mulher, retira-lhe tempo para desenvolvimento social, assim como para o “gozo e o lazer”.
“A gente nasceu com o adn de fazer sopa”, comentou.
“Não é só o tempo, é como se chega à vida pública”, disse.
Salientou que o – “trabalho profissional precisa do ócio”.
Revista a Lei da Paridade
Maria do Céu Cunha Rego afirmou que a – “sociedade vive do trabalho não pago”.
Neste contexto, considerou que ainda “há muito para fazer” e defendeu a necessidade de ser “revista a Lei da Paridade”.
“As mulheres não reclamam os seus direitos legais”, disse.
Referiu que – “o estigma é utilizado para impor estereótipos” e que – “a repressão perfeita é a que não é sentida por quem a sofre”, é a “exclusão silenciosa”.
Responsabilidades partilhadas
Maria do Céu Cunha Rego, divulgou que está para breve a publicação do «Livro Branco – sobre os homens e a igualdade”.
Recordou que “os papeis sociais” são “construções sociais”, uma realidade que – “é uma questão de mentalidade”.
Defendeu a necessidade de - “promoção de responsabilidades partilhadas, no lar e nas famílias”.
Salientou que a igualdade de género contribui para o desenvolvimento.
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