Francisco Ceia no Barreiro«O fio da história é importante mas o mais importante é a substância»
Francisco Ceia expressou a “gratidão” por este “momento de hoje”, sublinhando que sentia “um abraço forte” dos presentes, gesto que classificou de “verdadeira solidariedade”.

Por Jornal Rostos
Francisco Ceia, referiu que um autor “falar do seu livro” é como “falar da sua carne” ou “apresentar o próprio filho” – “são sempre os melhores do mundo”.
Sublinhou que – “os leitores são convidados a entrar neste universo”, no qual terão que “ler com a sua própria experiência”.
“Os livros são estendais de roupa onde se apresentam várias peças”, referiu.
Recordou que – “num livro há sempre um fio, um fio de uma história, o fio da história é importante, mas o mais importante é a substância”.
“A substância são as personagens que se interligam umas com as outras”, sublinhou.
Francisco Ceia, recordou que a história do seu romance acontece, em Portugal, no final dos anos 40 – “alguém vai preso”. Referiu diversos personagens e situações, ruas e lugares – o cão «Franco», ou as faúlhas a sair da pedra de esmeril.
Salientou que - “Foi como um rio” é quase como uma memória – “todas as coisas têm um nome, todas as pessoas têm um nome”, aqui, o nome é “uma pessoa” – “alguém que no futuro, conta algo sobre o passado”.
«Foi como um rio», um romance que Francisco ceia escreveu entre Setembro de 2014 e Maio de 2016, um período que se inscreveu na sua vida com a palavra saudade.
Uma tarde marcada de calor, com o cântico alentejano a aquecer o coração e a amizade, feita em gestos e certezas.
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