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Moita - Embarcações tradicionais do TejoSão necessários locais de atracagem em Lisboa

. Mudar os conceitos – o rio não é só para contemplar é também para fruir

No decorrer da sessão de apresentação do novo ancoradouro do Cais da Moita, foi sublinhada a necessidade de existência de locais de atracagem em Lisboa.

“Este projecto é uma lufada de ar fresco. Normalmente as inaugurações nas zonas ribeirinhas, eram para obras que levam as pessoas a puderem olhar para o rio. Normalmente é sempre nesse sentido de espaços para dar lugar à contemplação”, foi sublinhado.

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Moita - Embarcações tradicionais do Tejo São necessários locais de atracagem em Lisboa

Por Jornal Rostos

Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, sublinhou – “infelizmente esta é uma das questões que os proprietários de embarcações e que pessoas que usufruem das embarcações se queixam, de facto, existe limitação de espaços livres ou onde se possa acostar em Lisboa, ali, não há muitos lugares onde se possa chegar à margem em condições”.
O autarca referiu que na passada, terça-feira, realizou-se uma reunião, na Câmara Municipal da Moita, com a APL, para a qual foram convidados os representantes das cinco associações náuticas que têm actividade no concelho da Moita.
Nessa reunião a APL apresentou algumas medidas e acções desenvolvidas para dar apoio ao trabalho destas associações.

Em Lisboa não se pode atracar em lado nenhum

Segundo Rui Garcia, nesta reunião os membros das associações colocaram à APL essa questão, salientando que – “em Lisboa não se pode atracar em lado nenhum”.
Da parte da APL, foi registada essa matéria e sublinharam a disponibilidade de tentar encontrar alguma solução.
“Esta é uma reivindicação que não pode ser abandonada. Temos que continuar, quer da parte das Câmaras, quer da parte dos proprietários, através das associações, da Marinha do Tejo, temos que reclamar para que exista em Lisboa, um local onde as embarcações tradicionais do Tejo possa chegar, isso, é, até indispensável para que possa haver aproveitamento turístico. Esperemos que esta situação possa ser resolvida a curto prazo”, sublinhou Rui Garcia.

Este projecto é uma lufada de ar fresco

Um membro da associação «Marinha do Tejo», a propósito do novo ancoradouro do Cais da Moita, disse - “este projecto é uma lufada de ar fresco. Normalmente as inaugurações nas zonas ribeirinhas, eram para obras que levam as pessoas a puderem olhar para o rio. Normalmente é sempre nesse sentido de espaços para dar lugar à contemplação.”
Recordou que na nova zona ribeirinha de Lisboa, obra recente, onde não há um local para atracação – “não há uma única argola para ligar um cabo”.
“O que está ser feito aqui vai mudar essa cultura, este é um bom exemplo, para que se comece a olhar as zonas ribeirinhas, onde possa haver fruição do rio e não apenas contemplação”, foi salientado.

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