Barreiro - Teatro de Ensaio da SFAL«A revista é cacagente» - momentos hilariantes e de sátira social
A revista - «A REVISTA É CACAGENTE» - , encenada por António Pequito, abre o pano, precisamente evocando os 150 anos da SFAL e o contributo desta na vida de cada um e sua presença na comunidade Lavradiense
As gargalhadas intensas do público. As salas cheias nos dias de estreia. A generosidade, entrega e dedicação dos actores. O ritmo do espectáculo. Os momentos de expressividade plástica.

Por Jornal Rostos
O TESFAL - Teatro de Ensaio da SFAL, ao longo de décadas viveu de forma intensa as suas dinâmicas teatrais em torno da revista.
A revista à portuguesa é uma tradição da SFAL, a mais antiga colectividade do concelho do Barreiro, que este ano assinala os seus 150 anos de vida.
Para assinalar a efeméride o TESFAL regressou ao palco com a tradicional revista, com o título - «A REVISTA É CACAGENTE», encenada por António Pequito.
O espectáculo esteve em cena, nos dias 18, 19, 25 e 26 de Março, no Salão da SFAL, proporcionando momento hilariantes e boa disposição, sempre de casa cheia, porque, de facto, a SFAL tem de há muito um público que gosta de teatro e adora os seus actores.
A subida ao palco da revista do TESFAL esteve integrada na programação do Mês do Teatro, promovido pela Câmara Municipal do Barreiro que contou, igualmente, com o apoio da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio.
Teatro puro e duro
A revista - «A REVISTA É CACAGENTE» - , encenada por António Pequito, abre o pano, precisamente evocando os 150 anos da SFAL e o contributo desta na vida de cada um e sua presença na comunidade Lavradiense. Um poema que se sente foi escrito com o coração.
A revista tem um guarda roupa vivo, colorido, cheio de garra que dá vivacidade ao espaço cénico.
As interpretações são positivas, registando-se um cruzamento de gerações.
Há os veteranos da revista, actores e actrizes que inscreveram seus nomes nas memórias da revista e do TESFAL, são pessoas cujos nomes ocorrem logo à memória sempre que se fala em revista na SFAL – o Pequito, a Isabel, o Parreira, o Zé Miguel, a Ernestina. E. por outro lado, uma nova geração que sobe ao palco, com emoção e partilha esta experiência única de “fazer teatro” com expressividade, alegrai e ritmo. Gostei de ver aquela juventude a abraçar, sem complexos, a revista, que alguns consideram um género menor de teatro, mas que é teatro, mais exigente, porque une no palco diversas formas de arte – do musical à dança, do teatro realista ao absurdo. É teatro puro e duro.
Gargalhadas intensas do público
Há quadros, nesta revista, deliciosos pela interpretação e pela graciosidade. É, sem dúvida, revista à portuguesa, com musicalidade, com sucessivas situações de sátira social, de ironia, pretextos para criar um espectáculo que funciona como um todo, bem encenado, bem representado, que mantém um ritmo intenso, prendendo o espectador.
O António Pequito, como sempre, que junta o trabalho de encenação ao de actor, é, sempre foi, uma força com energia própria nas revistas do TESFAL.
As gargalhadas intensas do público. As salas cheias nos dias de estreia. A generosidade, entrega e dedicação dos actores. O ritmo do espectáculo. Os momentos de expressividade plástica.
Tudo, afinal, no seu conjunto, de veracidade e verdadeira revista à portuguesa, leva-nos a dizer que quem gosta de viver momentos de teatro «vicentino», que está na nossa raiz associativa e cultural, não perca a oportunidade e veja a revista do TESFAL, porque, como dizem e bem - - «A REVISTA É CACAGENTE» .
S.P.
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