Saltar para o conteúdo
Postais

«A MINHA RUA É A MINHA GRANDE CASA»Por Frederico Romano
Barreiro

Não me quero mudar, não me quero ir embora, não quero que este sentimento de pertença desague num rio sem fim, pois sou daqui, do barreiro, da rua Miguel Pais mais concretamente, quero acordar todos os dias e olhar para o maravilhoso rio tejo que se encontra diante da minha janela do quarto.

3 min de leitura
«A MINHA RUA É A MINHA GRANDE CASA» Por Frederico Romano Barreiro

Por Jornal Rostos

Nasci no barreiro e a minha rua sempre foi o local em que eu me sinto mais barreirense.
RUA MIGUEL PAIS
Talvez seja o único que sinta algo tão grande pela minha rua, um sentimento que não me cabe no coração e por este motivo tenho que o partilhar com vocês.

Nesta rua eu sonhei todos os sonhos do mundo, nesta rua eu cantei, dancei. Passei os piores e também os melhores momentos da minha vida. Foi nesta rua que eu joguei à bola pela primeira vez, aprendi a andar de bicicleta, que eu pela primeira vez esfolei o meu joelho, brinquei à apanhada e às escondidas, parti janelas, brinquei na praia nos dias quentes e nos dias chuvosos brinquei com a lama e saltei nas poças.
Quando mais velho ajudei uma senhora muito velhota a atravessar a rua e ajudaram-me quando era ainda menino a atravessá-la.

Nesta rua verti lágrimas de alegria e de tristeza, nesta rua eu ganhei presentes com muito valor e importância para mim e também os estraguei e perdi, nesta rua eu conheci amigos para a vida toda, foi nesta rua que eu cresci entre sorrisos, família e amigos.
Na minha rua há sempre alguém disposto a receber-te, a auxiliar-te, a dar-te uma palavra de animo e de alegria. Na minha rua todos se conhecem, somos mais que uma rua, somos uma casa, uma casa enorme.

Não me quero mudar, não me quero ir embora, não quero que este sentimento de pertença desague num rio sem fim, pois sou daqui, do barreiro, da rua Miguel Pais mais concretamente, quero acordar todos os dias e olhar para o maravilhoso rio tejo que se encontra diante da minha janela do quarto. Quero ficar nesta rua porque todos os prédios e casas têm uma história, porque todos os cantos desta rua escondem momentos estupendos e porque cada passo que dou sobre a sua calçada é um voltar a mergulhar nas memórias, nos sorrisos, nas brincadeiras, nos jogos, nos auxílios, nas tristezas e alegrias.

Na Miguel pais há tudo aquilo que necessito, pessoas, estabelecimentos, memórias e tantas, tantas histórias para contar.
Assim é a minha rua, e eu sinto-me parte dela, eu sou dela, sou assim e gosto tanto.

Frederico Romano

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção