IREI SER FELIZ CONTIGOPor Frederico Romano
Barreiro

Por Jornal Rostos
Escola, tenho perdido o interesse por ti nos últimos tempos. Parece que não vales a pena. Talvez não seja correto, talvez eu seja ingrato.
Tu, ensinaste-me imenso. A ler, escrever, contar, falar inglês, a conhecer os animais e como vivem, como foram os meus antepassados e como funciona toda a água do planeta, algo realmente útil, mas que pouca utilidade tem na minha vida.
Através de ti também tenho tido desilusões e cansaço.
De mim pedias esforço, atenção, estudo e outros tantos comportamentos corretos, mas nunca tive um motivo ou um porquê para isto, nem nunca me senti bem a cumpri-los.
Tu, escola, querias moldar-me, querias um plano para mim, eu não aceitei, recusei.
Talvez isto teria resultado se te tivesses preocupado mais comigo, se houvesse mais atenção da tua parte, afinal eu sou o aluno, eu tenho que estar feliz.
Por isso a partir de hoje, para conseguir ser feliz e repousar descansado e orgulhoso na minha cama, irei preocupar-me comigo e com os meus.
Mas acredito que desistir não é correto, não me sentiria bem a fazê-lo.
Escola, podemos começar do inicio? Eu dou-te mais uma oportunidade, eu digo-te que sim uma vez mais, e tu dás-me a atenção necessária? Exiges de mim somente aquilo que eu consigo dar?
Aos poucos, devagar, sei que conseguirei alcançar aquilo que tu pretendes e sei que tu me farás feliz. Mas por favor, inicialmente, faz-me tu feliz. Prende-me a ti. Dá-me motivação. Dá-me utilidade em tudo aquilo que me ensinas, ou então, inverte, dá-me conteúdos úteis. Dá-me motivos para eu corresponder aos teus comportamentos.
Quero ser feliz contigo, minha querida escola.
Frederico Boavida Figueiredo Romano














