Adelino Gomes reencontrou Daniel Cabrita no BarreiroRecordou um episódio do 1º de Maio de 1974
Um momento que acabou por proporcionar um reencontro com Daniel Cabrita e reviver o dia 1º de Maio de 1974.

Por Jornal Rostos
Enquanto é aguardado o momento de «inauguração», os convidados vão visitando o espaço e conversando. Escuta-se o som da canção de Zeca Afonso – O que faz falta é agitar a malta.
Adelino Gomes entrou, com sua esposa. Conversa. Troco breves palavras com Daniel Cabrita. De repente, Adelino Gomes dirige-se a Daniel Cabrita.
Cumprimenta-o. E conta-lhe um episódio que guardou na sua memória.
No dia 1º de Maio de 1974. Estava no Estádio, refere. A certo momento Daniel Cabrita diz-lhe: “Tens que ir lá para cima, apresentar a sessão”.
Adelino Gomes, salienta que ficou surpreendido, não tinha esse hábito de apresentador. Mas Daniel Cabrita insistiu e lá foi para a tribuna, onde apresentou o comício, dando a palavras aos vários oradores, entre eles Mário Soares e Álvaro Cunhal.
Adelino Gomes, disse: “E foi assim, que ali estive a apresentar, graças a si”.
Eu comentei: “Foi assim que inscreveu seu nome na história do maior comício da história de Portugal”.
Daniel Cabrita, comentou: “Não recordo. Obrigado!”.
Abraçaram-se. Despediram-se.
Eu comentei. Vou registar esta memória, aqui no jornal local.
Afinal, este é um episódio vivo de muitas memórias que demonstram o que foi a espontaneidade e o voluntarismo, fazer por entrega e amor, como foram feitos os dias de Abril e o nascer da Liberdade em Portugal.
António Sousa Pereira














