Barreiro - VALU num concerto de Abril anunciou MaioTrouxe a palavra Liberdade nos sons do seu coração

Por Jornal Rostos
Ali, na noite de Abril, a voz de VALU, cantou a poesia que alerta para a vida, num percorrer sentimentos dos tempos de hoje e da memória.
Ritmos aveludados, por dentro de palavras escritas nos nervos, cantadas num eco que diz – tudo vai mudar ..acorda - afirmando a alvorada, aquela que não cala a voz, porque outros, em tempos de solidão, não calaram e sentiram a prisão, no exemplo de Zeca Afonso, na fuga de Peniche, ou nas bandeiras vermelhas, orgulho de uma cidade que lutou, amou e nunca desistiu da Liberdade, esta que nos permite estar, aqui e agora, no respeito do que somos – pessoas diferentes!
Uma noite cheia de luz e sonoridade, que toca os nervos da dor, na canção de um falhado, esse tempo que faz nascer a ansiedade e quanto a vida tem, ali, inteira em timbrados que nós fazemos aqui, neste canto, ou em Cabo Verde, na intensidade das mornas.
E de repente, do silêncio dos aplausos, o Gil – a criança do cravo de Abril - ergue-se e caminha de cravo erguido e dirige-se à VALU colocando nos seus lábios a flor da Liberdade.
E, ela , sorridente, de cabelos vermelhos, cantou a canção que disse – transporto ao longo da vida : “Que força é essa amigo…”.
Uma noite bonita feita de palavras e sons, feita de coisas da vida –Liberdade, Ansiedade e Felicidade.
“Devemos desistir do que não nos faz feliz!”, disse Valu.
“Eu estou feliz”, acrescentou.
Convidou o Alberto para se juntar a ela no palco, e, ali, encerrou o seu concerto com a sua inquietante e sóbria canção – Tarrafal, feita de nomes, que são rostos, que são gente, deste Barreiro –Terra da Liberdade.
Quando sai da ADAO, olhei o horizonte e vi o luar, aberto e enorme a sorrir, na noite de Abril que anunciava Maio.
“ADAO é uma casa onde tudo nasce do nada, é onde passo o meu tempo”, sublinhava VALU, ao abrir o seu concerto.
E, numa noite de Abril, do ano de dois mil e dezoito, ali, na Recosta, entre sons e flores, o Barreiro encontrou-se com a sua história…essa que, enquanto existir uma VALU que canta, ou um poeta que sonha, será sempre a história da LIBERDADE.
Essa história que, afinal, permite sorrir e dizer, bem alto : “Eu estou feliz!”.
Obrigado VALU. Eu fiquei feliz e sorri…olhando o luar de Abril que anunciava Maio!
S.P.
Nota - Manda cá para fora o teu CD. Força!














