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Moita / Baixa da Banheira - A nossa terra é um exemplo da luta pela Liberdade e Democracia«É importante ainda hoje ser antifascista»

Hoje à tarde, no decorrer da sessão evocativa do 34º aniversário da criação da Vila da Baixa da Banheira, Nuno Cavaco, presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, sublinhou que – “a nossa terra é um exemplo da luta pela Liberdade e Democracia”.

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Moita / Baixa da Banheira - A nossa terra é um exemplo da luta pela Liberdade e Democracia «É importante ainda hoje ser antifascista»

Por Jornal Rostos

O autarca referiu o papel de muitas pessoas que, antes do 25 de Abril, lutaram para que possamos estar aqui hoje – “se estou aqui como autarca é porque muitas pessoas nesta terra lutaram para que exista um Portugal Democrático”.
Recordou que essas pessoas que lutaram pela Liberdade e pela Democracia, lutaram contra outras que não queriam a Liberdade, nem Democracia – “é por isso que quando se diz que o 25 de Abril é de todos, isso não é verdade, porque o 25 de Abril foi feito por alguns”.

PCP não foi o dono da luta antifascista

O presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, referiu que nos dias de hoje – “ainda há laivos de fascismo”, deu7 como exemplo o Tratado de Lisboa, onde se defende a tortura contra os terroristas, e, recordou que Nelson Mandela, foi um lutador pela Liberdade rotulado de terrorista.
Nuno Cavaco, recordou a sua filiação como comunista e sublinhou que o Partido Comunista Português – “não foi o dono da luta antifascista, nem diz que é dono da luta, mas os comunistas estavam lá”.

Ainda há pessoas a lutar pela Liberdade

O autarca recordou a importância do Serviço Nacional de Saúde, que hoje todos dizem defender, mas sublinhou quando da votou da lei – “nem todos votaram a favor”.
Nuno Cavaco sublinhou que, nos tempos de hoje, “ainda há muitos que não defendem os princípios da liberdade” e há quem não queira a democracia.
Por essa razão, salientou ainda continua a ser necessária essa luta pela democracia e pela Liberdade, ainda, nos dias de hoje, é preciso continuar a lutar pelas 8 horas de trabalho, conquista pela qual muitos lutaram e morreram – “ainda há pessoas a lutar pela Liberdade”.
Referiu que a conquista da felicidade é uma das utopias do ser humano, e há muitos que não querem a felicidade do ser humano.
“A nossa terra tem raízes nessa luta, foi uma terra criada por trabalhadores. Não havia nada nesta terra. Havia GNR.”, salientou.
E, disse, foi nas colectividades que se construiu a vida cultural desta terra – “o orgulho de ser da Baixa da Banheira”.

Terra de resistência e de luta pela liberdade

Nuno Cavaco, referiu que, por vezes se diz que a juventude não se interessa pelo 25 de Abril, e, neste contexto lançou o desafio para que fossem consultados os Manuais Escolares, onde não se diz nada sobre a revolução.
O autarca lançou o repto aos antifascistas para que expliquem aos mais jovens o que foram os dias de antes do 25 de Abril.
Referiu que o caminho percorrido pelos banheirenses como terra de resistência e de luta pela liberdade e democracia– “é um caminho que nos orgulha como comunidade”.
“É importante, ainda hoje, ser antifascista”, disse, porque, ser antifascistas é querer construir um mundo melhor.

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