Monumentos do Barreiro recriados em esferovite e materiais recicladosAntónio Damásio soldador da Lisnave com muita criatividade
Este ano, foi convidado para mostrar a sua arte, a sua criatividade, numa exposição a decorrer durante a Feira Pedagógica.

Por Jornal Rostos
Este ano, foi convidado para mostrar a sua arte, a sua criatividade, numa exposição a decorrer durante a Feira Pedagógica.
Aceitou o desafio e, em cerca de dois meses, construiu todas as peças que estão em exposição e fazem a alegria dos mais novos, que ficam deslumbrados a ver o movimento do salineiro ou o comboio a passar na estação Fluvial do Barreiro.
António Damásio, vai completar 77 anos no próximo dia 2 de Junho, trabalhou na Lisnave, como Soldador.
Faz da sua dedicação ao artesanato uma paixão.
Os materiais são produzidos tendo como matéria prima a esferovite e depois, tudo o resto, são materiais reciclados.
“Olhe os motores que fazem mover as peças, retiro-os de micro-ondas que colocam no lixo. As roupas são feitas a partir de restos de guarda chuvas. É tudo reciclado”, comenta.
São os novos e os mais idosos que ficam ali, a comentar e a olhar para a Igreja de Nª Srª do Rosário, o Centro de Educação Ambiental da Mata da Machada, a Estação Fluvial do Barreiro, os Moinhos de Alburrica, ou, os salineiros em actividade.
“Está ali o boi Dio, Que é da lenda do nome do Lavradio”, refere.
Já conhecíamos o trabalho de António Damásio, em tempos idos, numa noticia que publicamos no jornal «Rostos», em 2015, relatamos a beleza do seu Presépio de Natal e a aldeia em torno dele construída.
Era um encanto visitar, pela sua simplicidade e criatividade.
O Presépio recordamos era de uma beleza muito «naif», com imensa criatividade e construído a partir de matérias obsoletos. Tornou-se uma referência natalicia.
Um dia escrevemos, se esta sua criatividade fosse valorizada, e apoiada, acredito que António Damásio, voluntariamente, porque o que faz é mesmo de por paixão, construía naquele local da sua rua, no Parque da Cidade, ou até num espaço da Baía do Tejo, um presépio monumental que se tornava uma referência na região e um ponto de visita obrigatório de escolas –para novos e mais idoso.
Era, talvez, a prenda que ele gostaria de ter para o seu trabalho…vê-lo divulgado a muita gente.
S.P.
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