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Barreiro - Aprovada proposta de contratação de empréstimo de um milhão e 50 mil de eurosRequalificação urbanística e reabilitação de Armazém de Víveres e Dormitório da CP

. CDU votou contra por considerar uma decisão errada

. PSD considera que proposta tem sustentabilidade

Rui Braga, PS, defende a proposta porque se insere numa estratégia de acabar com o património emparedado e considera que a proposta não vai desequilibrar financeiramente a Câmara.

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Barreiro - Aprovada proposta de contratação de empréstimo de um milhão e 50 mil de euros Requalificação urbanística e reabilitação de Armazém de Víveres e Dormitório da CP

Por Jornal Rostos

Na última reunião da Câmara Municipal do Barreiro foi aprovada a proposta de contratação de um empréstimo de médio e longo prazo, no âmbito do IFFRU 2020, até ao montante de 1 milhão e 50 mil euros, verba destinada à reabilitação do antigo armazém de víveres e requalificação urbana e paisagística da área em frente ao antigo armazém de víveres e o antigo dormitório da CP.
Rui Braga, vereador responsável pela área do Planeamento, sublinhou que assinatura do protocolo com a IP -Infraestruturas de Portugal criou as condições para se avançar com a consulta ao mercado para a realização do empréstimo.

Muita coisa podia fazer-se com este milhão de euros

Rui Lopo, vereador eleito pela CDU, salientou que esta é uma decisão errada, referiu que naquele património merecia que se concretizasse uma intervenção da parte do se dono, que lhes desse uso e funções, não é esta uma função da autarquia.
Sublinhou que é exagerado gastar mais de um milhão de euros para criar condições para a Assembleia Municipal do Barreiro e criar espaços museológicos.
Referiu que o empréstimo que vai ser concretizado no âmbito do IFFRU é muito semelhante ao que seja pedido no sector bancário – “não se paga hoje, mais tarde vamos ter que pagar”.
“Muita coisa podia fazer-se com este milhão de euros”, disse

Temos de acabar com o património emparedado

Rui Braga, salientou que a obra não e para instalar a Assembleia Municipal do Barreiro, vai criar um auditório no centro do Barreiro com condições para reunir a Assembleia Municipal, que pode ser utilizado por companhias de teatro e empresas.
Referiu que num espaço que é um gueto e escuro vai nascer uma nova centralidade.
O autarca sublinhou que este investimento se insere numa estratégia – “que nós temos de acabar com o património emparedado”, acrescentou que com esta proposta – “não estamos a endividar a Câmara” porque – “isto não é desequilibrar o orçamento”.
Isto é olhar a cidade do Barreiro na nossa estratégia para que seja uma cidade mais jovem.

Vamos fazer obras numa coisa que não é nossa

Rui Lopo, salientou que a centralidade de uma cidade não se faz com a criação de mais um auditório, vai-se fazendo e para isso, para que haja uma boa decisão precisamos de reflectir.
“Uma centralidade não se faz com uma varinha mágica”, disse
Acrescentou que o PS com esta proposta está a endividar a Câmara, com esta proposta responde a uma necessidade da CP, que, também queria que nós ficássemos com tudo – “vamos fazer obras numa coisa que não é nossa”.

PSD reconhece sustentabilidade da proposta

José Paulo Rodrigues, vereador PSD, comentou o que classificou como “bondade do equipamento” e tendo aprovado o acordo que foi assinado com a IP, em coerência a sua opção era favorável reconhecendo até a sustentabilidade da proposta.
A proposta foi aprovada com os votos favoráveis dos eleitos do PS e PSD e contou com os votos contra dos eleitos da CDU.

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