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É preciso mostrar que há pessoas no Barreiro a editar«Gosto mais de paixão que de amor, o amor torna-se rotina»
.afirma Emanuel Góis

. No Barreiro há muita solidariedade e muita inveja

Um conversa com Emanuel Góis, sobre a sua poesia, que disse escrevo porque isso liberta-me, e, que gosta mais de paixão que de amor, o amor torna-se rotina.

O próximo jantar-convívio está agendado para dia 18 de Junho, 20h30, tendo como tema o romance «Alma Danada », de Paulo Matias.

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É preciso mostrar que há pessoas no Barreiro a editar «Gosto mais de paixão que de amor, o amor torna-se rotina» .afirma Emanuel Góis

Por Jornal Rostos

No âmbito da tertúlia de escritores e autores do Barreiro realizou-se um jantar-convívio tendo como tema proporcionar uma conversa em torno do livro de poemas, «Pedaços de Escrita», de Emanuel Góis.
Emanuel Góis, sublinhou que nos livros, cada um de nós tem uma parte da sua vida, cada um de nós na sua privacidade tem uma forma de exteriorizar diferente – “escrevo porque isso liberta-me”, disse.
Salientou que não constrói os poemas procurando palavras no dicionário – “gosto do produto natural, não gosto de poesia enlatada”.

Cada um ao ler retira o que entender

Emanuel Góis, referiu que, não escrevo para ser rico, nem ando à procura do Nobel, o que espero é conseguir escrever o que tenho cá dentro, é esse o prazer que me dá escrever – “escrevo e não releio”.
Os meus poemas não têm título, disse, para cada um ao ler retirar o que entender.
Recordou que começou a escrever poesia quando tinha 15 anos, publicou o primeiro livro de poesia em 2015 – «Algures no tempo», depois editou «Momentos», em 2016 , seguiu-se um livro de contos - «Contos que vos conto», em 2017, e, este ano «Peaços de Escrita».
Referiu que está a escrever uma peça de teatro um “Encontro no Elevador”.

No Barreiro sinto que sou Camarro

Emanuel Góis, sublinhou a importância das tertúlias, uma forma de partilharmos o que cada um de nós tem, não é uma questão de vaidade é partilharmos.
Tenho muito gosto em participar neste grupo, porque sempre gostei de trabalhar em equipa, disse, e tudo farei para que tudo avance porque é uma forma de nos darmos a conhecer e dar a conhecer à população o que se faz no Barreiro, é mesmo isso, o Barreiro tem neurónios.
Salientou – “Eu amo o Barreiro, no Barreiro sinto que sou Camarro”.
“Gosto mais de paixão que de amor, o amor torna-se rotina”. disse.

Escrever para mim é um oficio

Carlos Alberto Correia, salientou para escrever poesia é uma decisão interior e quanto mais simbólica é mais trabalho dá, afinal, as métricas são pensadas.
Escrever para mim é um oficio, escrevo, ponho de lado, releio, arrefece e depois com o ferro bem batido é que lanço.
Referiu que todos os escritores colocam máscaras e por trás das máscaras estamos nós ou as coisas que conhecemos. Gostamos muito das máscaras para esconder, disse. E quanto mais leitores, mais mudamos a nossa escrita.
Escrever é fazer arte e partilhar. Não sei o que é um bom ou mau escritor.

As coisas mais improváveis podem acontecer.

Paulo Gonçalves, falou na simplicidade da linguagem, divulgou que vende muito dos seus livros no estrangeiro - “tenho muitas encomendas da Argentina” – e, comentou as dificuldades que existem de divulgação no Barreiro.
Lançou o repto de uma ampla utilização das redes sociais para dar a conhecer os escritores e autores.
Desde que começou a sua escrita, já com dois livros publicados, sente que as coisas mais improváveis podem acontecer.

A escrita tem muito de procura

Jorgete Ferreira, recordou que antes de vir viver para o Barreiro não conhecia esta terra, hoje é uma terra que sinto como minha.
Salientou que o Barreiro é uma cidade que não incentiva as coisas da cultura, não divulga aquilo que se faz no Barreiro.
“O Barreiro é pobre ao nível cultural”, disse.
Não existe uma Casa da Cultura, onde haja programação cultural, não existem prémios literários.
Referiu que o processo criativo vive da inspiração e do trabalho, as duas coisas têm que existir, a escrita não vai só de trabalho, está também na inspiração.
A escrita tem muito de procura, tem muito de liberdade.
Sublinhou que a poesia tem que ter ritmo e pode nascer de uma expressão intimista.

No Barreiro há muita solidariedade e muita inveja

Armando Teixeira, salientou que o Barreiro tem aspectos contraditórios, há no Barreiro muita solidariedade, muita fraternidade, mas há também muita inveja, é uma terra provinciana.
Referiu na escrita há os que têm talento e há os quem têm engenho, mas o que conta é a paixão com que se escreve.
Sublinhou que o interesse destas reuniões deve ser a partilha, a troca de experiências, troca de ideias e ajuda mutuas.
Este tipo de conversas para conhecer os autores são importantes e depois podem ser pensadas iniciativas mais elaboradas.
É a paixão que nos move, seja pela cultura, seja pelo que cada um sente para si próprio.

Temos que fazer algo pelo Barreiro

Cláudio Gaspar, referiu que na diversidade está a nossa riqueza, temos vidas diferentes, tempos diferentes, são as diferenças que nos permitem escrever, com paixão, talento, trabalho, paciência, é um pouco de tudo, quando escrevo coloco o meu interior, para mim o amor não é rotina, amor é a expressão da paixão.
Salientou a importância de ser divulgado o trabalho de todos e sugeriu a criação de uma pagina do facebook, onde sejam divulgadas as obras editadas por todos – “temos que fazer algo pelo Barreiro”.

É preciso mostrar que há pessoas no Barreiro a editar

Paulo Matias, salientou que há muita coisa a nascer no Barreiro, temos que deixar de olhar para o próprio umbigo, termo que uma terra que favoreça a cultura e para isso falta organização.
É preciso mostrar que há pessoas no Barreiro a editar, com amor e com paixão. Temos que fazer crescer as coisas e a Câmara Municipal do Barreiro não pode estar desligada da criação de um «cluster cultural».
Recordou que há trabalho com escritores feito nas escolas, com grupos de alunos que promovem tertúlias, com as quais devíamos estabelecer contactos, são projectos ligados à cultura.

Romance «Alma Danada » de Paulo Matias

Emanuel Góis, a encerrar sublinhou que de facto o Barreiro é uma terra solidária e também uma terra de invejas, mas é uma terra onde fazemos coisas.
“Ser poeta é sentir”, disse.
Foi o primeiro convivio-jantar entre autores e escritores do Barreiro, aberto a todos que queiram participar, o próximo está agendado para dia 18 de Junho, 20h30, tendo como tema o romance «Alma Danada », de Paulo Matias.

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