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Barreiro - Quando a morte bate no coraçãoPorquê Ana Maria?

Tocou o telemóvel. Chegam mensagens. A notícia corre célere, anunciando a partida da esposa do Tó Zé Ferreira.

Ela decidiu partir e juntar-se ao seu grande companheiro da vida.

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Barreiro - Quando a morte bate no coração Porquê Ana Maria?

Por Jornal Rostos

Dois amigos com quem partilhei muitos momentos da vida. Ambos filósofos. Ele na Escola Secundária de Santo André. Ela na Escola Alfredo da Silva.
Partiram, para se encontrar. Foram decisões de Liberdade.
A esta hora estão os dois a filosofar. Talvez dialogando com Platão sobre a natureza da alma. Ou sobre o amor.
Fico triste, sem palavras. Uma lágrima senti nascer num recanto do meu olhar, que mergulha por dentro dos dias, em memórias de encontros. Recordo a nossa última conversa, mesmo na véspera da partida do Tó Zé, os dois, ali, olhando o Tejo, na esplanada dos Dadores de Sangue.
Sei, que para ela estava a ser difícil aguentar a dor. Fomos conversando.
Ela sorria. Gostava sempre de sorrir, da mesma forma que gostava de fazer caminhadas.
O ano passado foi ela que recebeu a distinção «Rosto do Ano – Educação», atribuída a título póstumo ao Tó Zé Ferreira.

Porquê Ana Maria? - interrogo. Porquê?
E, fico sem palavras, só com uma grande dor nos olhos e na eternidade do pensamento.
Até sempre!

Um grande beijo solidário à Leonor, nesta hora de grande sofrimento.

António Sousa Pereira

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