Barreiro – Aprovado empréstimo de um milhão de eurosVotos contra da CDU e abstenção do PSD
. Voto de qualidade do presidente viabiliza aprovação
Bruno Vitorino, PSD, considera que este é mais “um endividamento” da Câmara e alertou que “isto tem limites”.
“O investimento de um milhão de euros no Armazém de Víveres não parece uma boa opção”, disse Rui Lopo, CDU.

Por Jornal Rostos
Na última reunião da Câmara Municipal do Barreiro foi aprovada, com os votos contra da CDU e abstenção do PSD, a proposta de adjudicação de um empréstimo de médio e longo prazo no âmbito do IFRRU 2020, até ao montante de um milhão e cinquenta mil euros, destinado para a reabilitação do antigo Armazém de Víveres e requalificação urbana e paisagística da área entre o antigo armazém de víveres e o antigo dormitório da CP.
Edifício não é do município.
Sónia Lobo, CDU, referiu o seu interesse de ter uma informação mais completa e considera que esta proposta não devia ser vista como uma proposta isolada, devia fazer parte de um plano financeiro, conhecendo as receitas do projecto e o que o mesmo acarreta para a autarquia.
Sublinhou o facto de ser uma verba que vai ser aplicada num edifício que não é do município.
Não parece uma boa opção
Rui Lopo, CDU, referenciou igualmente o facto de irem realizar-se obras num edifício que não é da autarquia e, também, obras nas ruas que não são nossas e não estão protocoladas para virem á posse do município.
“O investimento de um milhão de euros no Armazém de Víveres não parece uma boa opção”, disse.
Tudo irá passar para o domínio do município
Rui Braga, vereador do planeamento que apresentou a proposta, sublinhou o facto do empréstimo ter condições especiais no âmbito do IFFRU.
Salientou que – “mais cedo ou mais tarde” tudo irá passar para o domínio do município.
Referiu o facto de, com esta requalificação, concretizar-se a revitalização de uma zona no centro do Barreiro, que está degradada.
Não seria a minha prioridade
Bruno Vitorino, PSD, salientou que esta obra – “não seria a minha prioridade, nem a minha opção”.
Referiu reconhecer o facto de ser uma das “opções da força politica” que gere a autarquia, por isso, disse – “não vamos inviabilizar, mas não seria a nossa prioridade, do PSD”.
O autarca social democrata considerou que os investimentos devem ter sustentabilidade.
Referiu que este é mais “um endividamento” e considerou que – “vamos endividando a Câmara”, mas “isto tem limites”
Bruno Vitorino, dirigindo-se ao presidente da Câmara, salientou que – “o seu partido” está habituado a – “gastar o dinheiro que não temos”.
Tem existido rigor na gestão
Frederico Rosa, sublinhou que tem existido rigor na gestão, e, neste caso a acção efectiva visa assumir compromissos para investimento.
A proposta foi aprovada com os votos contra da CDU, a abstenção do PSD, os votos favoráveis do PS, utilizando o presidente o seu voto de qualidade para viabilizar a aprovação do empréstimo.














