Rui Garcia, Presidente da Câmara Municipal da MoitaManifesta preocupações com a «descredibilização da política e dos políticos»
“Seriedade na acção, na palavra e nas propostas. Repudiando a desonestidade de prometer tudo a todos, ou prometer aquilo que não pode ser cumprido, porque não ser nossa competência ou por estar para além das nossas capacidades.”, sublinhou Rui Garcia, Presidente da Câmara Municipal da Moita, no decorrer da Sessão evocativa do Dia do Municipio.

Por Jornal Rostos
Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, na sua intervenção no decorrer da sessão de entrega das medalhas de distinção municipal, alertou para a necessidade de nos tempos actuais “recusar o populismo, termo que se pôs de moda para nomear realidades velhas: a demagogia, a incoerência, o oportunismo…”
Descredibilização da política e dos políticos
O autarca considera que “neste nosso tempo” se aprofunda “a descredibilização da política e dos políticos” e recorda aquelas figuras que “pediram o voto” e depois “passaram rapidamente das manchetes políticas às manchetes judiciais”.
Sublinha o edil que estes são “fenómenos preocupantes” que contribuem para o “reforço de ideias e práticas antidemocráticas”.
Rui Garcia afirma que nas – “chamadas democracias ocidentais, precisamos enfatizar os valores fundamentais da seriedade e da responsabilidade”.
Prometer aquilo que não pode ser cumprido
“Seriedade na acção, na palavra e nas propostas. Repudiando a desonestidade de prometer tudo a todos, ou prometer aquilo que não pode ser cumprido, porque não ser nossa competência ou por estar para além das nossas capacidades”, afirmou.
“Responsabilidade de decidir, porque não é possível dizer sempre que sim e assumir responsabilidades políticas é assumir a responsabilidade de fazer opções, de decidir sabendo que inevitavelmente alguém ficará desagradado com a opção tomada”, acrescentou o autarca.
Acção transformadora em benefício da população
“A magna questão, em política, é sempre a de saber a favor de quem se opta”, disse.
Recordando que no Município as opções “são muito clara”, apontando o exemplo da acção do Poder Local no concelho como “uma impressiva acção transformadora em benefício da população”.
Salientou que foram décadas de acção em áreas como o abastecimento domiciliário de água, as redes de saneamento, a recolha e tratamento dos resíduos urbanos, a defesa do ambiente, o ordenamento do território, a qualificação urbana, a reconversão das áreas de génese ilegal, a reabilitação de zonas urbanas degradadas, a promoção da cultura, a defesa do património, a generalização do acesso à prática desportiva, os equipamentos escolares, os programas dirigidos à infância e à terceira idade, a promoção da inclusão social, o apoio à integração dos imigrantes, o fomento da economia exemplificam como a intervenção do Poder Local incide de forma directa nas condições de vida das pessoas e no desenvolvimento das comunidades.














