Barreiro - Vim de longe de muito longe…O que foi preciso «andar» para chegar a este Tejo com os olhos no futuro!
Ajudaram a transformar o seu presente e abriram as portas ao futuro – este que vivemos hoje com as águas cintilantes do Tejo e do Coina, permitindo que todos nós, aqui e agora, possamos fruir a natureza.

Por Jornal Rostos
Foram muitos anos de investimentos que ficaram, um pouco por todo o concelho, desde as grandes condutas construídas, em simultâneo com a construção do Hospital do Barreiro, passando por obras de grande dimensão ao longo da Rua Miguel Pais, Avenida da Praia, Rua Miguel Bombarda, na zona rural do concelho, onde ainda decorrem melhoramentos, na última reunião da Câmara Municipal foram aprovadas as empreitadas para a construção de drenagem no Bairro da Liberdade, no Bairro da Quinta das Canas e Sete Portais, que vão contribuir para que esta rede possa ficar ligada ao sistema de tratamento que liga à ETAR.
Foram milhões de contos e euros, ao longo do tempo enterrados no subsolo, aquela obra que não se vê, mas que foi essencial e vai continuar a ser essencial para melhorar a qualidade de vida.
Obras que foram construídas ao longo da Rua da Recosta, ou no território da Baía do Tejo e ainda recentemente no Lavradio, na Rua D. José Cárcomo Lobo. Obras essenciais para separar a rede pluvial da rede doméstica.
Ainda existem situações por resolver - na Avenida do Bocage, na Recosta – situações residuais, fruto de ligações incorrectas, concretizadas por construtores civis pouco preocupados com as obrigações que deviam cumprir nas ligações dos esgotos dos prédios. Que se lixe! Um dia será descoberto e resolvido.
Mas que tem tudo isto a ver com a Praia de Alburrica ou com a Praia do Mexilhoeiro, ou, até mesmo, com a Praia da Copacabana?
Tem tudo. Se não tivessem sido realizadas estas obras, previamente à construção da ETAR e outras posteriormente, a ETAR de nada servia – como acontece em alguns casos por esse país.
Foi um trabalho feito com rigor por técnicos da Câmara Municipal do Barreiro, por Técnicos da Simarsul, num trabalho conjunto que contribuiu para a melhoria ambiental do concelho e revitalização do Tejo e do Coina.
Foi um trabalho de décadas que colocou o Barreiro como um dos concelhos com um nível de tratamento de águas residuais muito perto dos 100%.
Foi esse trabalho de homens e mulheres que abraçaram a sua profissão com paixão, funcionários públicos, que, depois encontraram autarcas motivados, com opções politicas correctas, alguns ficando no anonimato, mas recordo, pelo menos estes Joaquim Serralheiro- CDU, Alfredo Matos- CDU, Joaquim Matias- CDU, João Pintassilgo- PS, Carlos Maurício - CDU, Mendes Costa- PSD e Sofia Martins- CDU.
Geriram recursos. Tomaram decisões. Superando dificuldades. Investindo. Agindo. Ajudaram a transformar o seu presente e abriram as portas ao futuro – este que vivemos hoje com as águas cintilantes do Tejo e do Coina, permitindo que todos nós, aqui e agora, possamos fruir a natureza.
Obrigado a todos, técnicos e autarcas.
Agora, ainda há muito para fazer, e, sabendo-se que as praias fluviais é uma das competências que o governo vai passar apara as autarquias, isso pode ser positivo.
Se a transferência for acompanhada de recursos financeiros, então, as nossas praias podem disso beneficiar e concretizar melhoramentos que permitam a fruição ao longo de todo o ano e não apenas na época balnear...é que as nossas praias são uma das ligações do concelho aos rios – da Barra-a-Barra a Palhais/Coina.
António Sousa Pereira
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