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Barreiro - 33 anos de constituição da Freguesia de Santo António da CharnecaMEMÓRIA instrumento fundamental à IDENTIDADE

Esta freguesia foi criada pela Lei nº. 135/85 de 4 de Outubro, sendo retirada da área da freguesia de Palhais, e que passou a incluir as localidades de Vila Chã, Bairro da Cidade Sol, Stº. António da Charneca, Cabeço Verde, Bairro da Liberdade, Quinta do Amassador, Quinta do Visconde, Pinhal do Duque e Quinta da Areia (Penalva), num total de 757 hectares.

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Barreiro - 33 anos de constituição da Freguesia de Santo António da Charneca MEMÓRIA instrumento fundamental à IDENTIDADE

Por Jornal Rostos

INTERVENÇÃO NOS 33 ANOS DA FREGUESIA DE STº.ANTÓNIO DA CHARNECA
Dia 4 de Outubro de 2018

Pediu-me a Presidente desta Junta - Isabel Ferreira - um pequeno apontamento histórico, para assinalar os 33 anos de constituição desta Freguesia. Tem o mesmo apenas a ideia de avivar a MEMÓRIA, instrumento tão fundamental à nossa IDENTIDADE e à IDENTIDADE das comunidades onde os seus residentes criam o ETHOS (a substância vivencial) que assegura a necessária interrelação física, psicológica, social, económica, cultural e... outras...

Esta freguesia foi criada pela Lei nº. 135/85 de 4 de Outubro, sendo retirada da área da freguesia de Palhais, e que passou a incluir as localidades de Vila Chã, Bairro da Cidade Sol, Stº. António da Charneca, Cabeço Verde, Bairro da Liberdade, Quinta do Amassador, Quinta do Visconde, Pinhal do Duque e Quinta da Areia (Penalva), num total de 757 hectares.

Acredita-se que o seu ETHOS - a tal substância básica - nasceu à volta de uma ermida, construida no termo da Vila de Alhos Vedros, resultante de sucessivas aparições de uma imagem de Stº. António junto de um pinheiro na Charneca(terreno com vegetação).

A construção da ermida deveu-se à ação benemérita de dois irmãos fidalgos, Afonso e Álvaro Monteiro que habitavam a atual Quinta do Corvo. Isto por volta de 1520 e, necessária ao indispensável culto divino da população local, num país tão católico como o nosso.

O fidalgo Afonso Monteiro ocupava o cargo de recebedor dos fornos da Vale do Zebro, local encaixado numa zona onde os pinhais alimentavam vários fornos de cerâmica e de cozimento do biscoito que os marinheiros das naus levavam para o Oriente.

Este ORAGO (Stº. António) deu origem a um festejo anual de devoção no mês de Junho, que ainda hoje serealiza.O trabalho da lavoura dos campos de pinhais e vinhedos trouxe mão-de-obra para as quintas e fazendas que se criaram à volta da ERMIDA, formando um aglomerado de 32 fogos (cerca de 100 habitantes) e que tinham como seu símbolo comunitário e religioso a dita ermida.

Com a advento da República em 5 de Outubro de 1910, intensamente anti-clerical, a função da ermida foi extinta e o seu recheio vendido em hasta pública em 1911. Foi ainda posto médico em 1915. Destruida mais tarde, muito do seu material serviu para a construção da eescola primária em 1935.
A actual Igreja de Stº. António foi construída entre 1951 e 1964.

Para terminar, deixo aqui um apontamento, de uma efeméride própria do contexto que vamos viver - A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA.
O Jornal "O Século de 19 de Julho de 1911 anunciou a visita do Dr. EUSÉBIO LEÃO, Governador Civil de Lisboa a Stº. António da Charneca a convite do empresário local Manuel Martins Gomes Júnior, proprietário da Quinta de Cima. Várias figuras locais importantes entre elas o deputado deste círculo Sr. Feio Terenas estiveram num almoço concorrido oferecido pelo proprietário que era um grande republicano. Depois seguiram todos para o Barreiro no meio de grandes manifestações de regozijo.

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